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Pesquisa Quaest revela aprovação dos governadores em 10 estados

Pesquisa Quaest revela aprovação dos governadores em 10 estados
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Panorama geral da aprovação dos governadores

A pesquisa Quaest de julho de 2026 apresenta um cenário de relativa estabilidade na aprovação dos governadores em 10 estados brasileiros, com oscilações pontuais nas avaliações políticas regionais. Os levantamentos realizados entre julho demonstram que a maioria dos gestores estaduais mantém índices semelhantes aos registrados em abril, embora alguns casos mereçam destaque pela trajetória divergente.

Conforme os dados da pesquisa Quaest divulgados, apenas uma unidade da federação apresenta deterioração significativa na imagem de seu governador. Enquanto isso, em outras regiões, observa-se consolidação de popularidade ou recuperação gradual de aprovação junto ao eleitorado.

Ronaldo Caiado lidera aprovação em Goiás

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, filiado ao União Brasil, mantém a liderança entre os políticos avaliados na pesquisa Quaest, com 87% de aprovação e apenas 7% de desaprovação em julho. Em comparação com o levantamento de abril, quando registrava 84% de aprovação e 11% de desaprovação, Caiado apresentou evolução positiva.

Daniel Vilela, seu sucessor pelo MDB, que assumiu o governo após a renúncia de Caiado para concorrer à Presidência, também conta com forte apoio popular. O atual governador goiano possui 64% de aprovação, enquanto 12% desaprovam sua gestão. A pesquisa em Goiás ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Ratinho Júnior domina aprovação no Paraná

Ratinho Júnior, do PSD, aparece logo após Caiado com 81% de aprovação no Paraná. A aprovação do governador paranaense é consistentemente alta em todos os recortes avaliados pela pesquisa Quaest, independentemente de gênero, faixa etária, renda, religião ou posicionamento político.

A estabilidade da aprovação de Ratinho Júnior ao longo de toda a série analisada demonstra consolidação de sua imagem junto ao eleitorado paranaense. O levantamento no estado ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Raquel Lyra registra maior crescimento em Pernambuco

Pernambuco destaca-se na pesquisa Quaest como o estado com maior avanço de aprovação entre os governadores avaliados. Raquel Lyra, governadora pelo PSDB, saltou de 62% para 68% de aprovação entre abril e julho, enquanto sua desaprovação recuou de 35% para 23%.

A trajetória de Raquel Lyra na série completa da pesquisa Quaest é ainda mais expressiva. Em agosto de 2025, a governadora possuía apenas 51% de aprovação contra 45% de desaprovação. Após um ano, o saldo passou de 6 pontos percentuais para 45 pontos, indicando recuperação significativa de sua imagem política.

O levantamento em Pernambuco ouviu 900 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Transformação de lideranças no Pará

No Pará, Helder Barbalho apresentou aumento moderado na aprovação, passando de 63% em abril para 66% em julho. O ex-governador deixou o cargo para concorrer ao Senado nas Eleições 2026, sendo substituído pela vice Hana Ghassan, que assumiu a administração estadual.

Hana Ghassan possui 49% de aprovação segundo a pesquisa Quaest, com 21% de desaprovação. A governadora é candidata à reeleição para o cargo que ocupa. O levantamento no Pará ouviu 900 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Tarcísio enfrenta sinais de desgaste em São Paulo

Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mantém 55% de aprovação em São Paulo, permanecendo praticamente estável em relação a abril. No entanto, a aprovação do governador paulista encontra-se distante dos 63% registrados no início da série, em 2024, indicando trajetória de queda.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, aponta sinais de desgaste na gestão de Tarcísio: 38% dos eleitores desejam mudanças apenas no que não funciona, 33% querem transformação total e 26% defendem continuidade da gestão. A pesquisa em São Paulo ouviu 1.650 eleitores entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Jerônimo Rodrigues na competição pela reeleição

Jerônimo Rodrigues, do PT, possui 57% de aprovação na Bahia segundo a pesquisa Quaest. O governador chega competitivo à disputa pela reeleição, com 52% do eleitorado acreditando que merece continuar no cargo, contra 41% que discordam.

Paradoxalmente, embora mais da metade do eleitorado acredite que Jerônimo merece permanecer no governo, apenas 21% desejam simples continuidade do trabalho atual. O levantamento baiano ouviu 1.200 eleitores entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Elmano de Freitas marcado pela polarização no Ceará

Elmano de Freitas, do PT, conta com 52% de aprovação no Ceará segundo a pesquisa Quaest. A gestão do governador cearense é marcada pela polarização clara: possui 77% de aprovação entre eleitores lulistas, mas enfrenta 67% de desaprovação entre bolsonaristas.

Esta configuração revela que a popularidade de Elmano está fortemente associada ao posicionamento político do eleitorado. O levantamento no Ceará ouviu 1.102 eleitores entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Dinâmica de sucessão em Minas Gerais

Romeu Zema, do Novo, mantém exatamente os mesmos índices de abril: 52% de aprovação e 41% de desaprovação. O ex-governador deixou o cargo para concorrer à Presidência da República, sendo substituído por Mateus Simões.

Mateus Simões, atual governador, possui 36% de aprovação segundo a pesquisa Quaest. O governo de Zema é aprovado por 80% dos bolsonaristas, mas desaprovado por 55% dos lulistas, evidenciando polarização similar à do Ceará. O levantamento mineiro ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Eduardo Leite em trajetória de queda no Rio Grande do Sul

Eduardo Leite, do PSDB, viu sua aprovação cair de 51% em abril para 48% em julho, continuando uma trajetória decrescente que dura três rodadas consecutivas desde fevereiro, quando registrava 62%. A pesquisa Quaest no Rio Grande do Sul indica aprovação de 64% no segmento lulista, contrastando com 68% de desaprovação entre bolsonaristas.

Sobre a sucessão estadual, Felipe Nunes comenta que o ambiente político não favorece claramente o indicado de Leite: 51% dos eleitores não acreditam que ele merece eleger seu sucessor, contra 38% que discordam. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Cláudio Castro registra maior deterioração no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro apresenta o caso mais preocupante da pesquisa Quaest. Cláudio Castro, ex-governador pelo PL, experienciou queda dramática em sua avaliação: chegou a 53% de aprovação em novembro de 2025, seu melhor índice na série, mas caiu para 35% em abril e agora registra apenas 28% de aprovação com 54% de desaprovação em julho.

Esta deterioração representa queda de 7 pontos percentuais na aprovação e aumento de 7 pontos na desaprovação em apenas três meses. Cláudio Castro é o único ex-governador do grupo com saldo negativo de 26 pontos percentuais, além de apresentar a maior deterioração de imagem registrada entre as dez unidades federativas pesquisadas.

Atualmente, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Sua gestão foi avaliada na pesquisa Quaest: 34% dos eleitores aprovam, 25% desaprovam e 41% não sabem ou não responderam. O levantamento carioca ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Conclusão sobre o panorama político estadual

A pesquisa Quaest de julho de 2026 revela um Brasil politicamente estável em termos de aprovação governamental, com exceção do Rio de Janeiro. Enquanto a maioria dos governadores mantém ou melhora seus índices, Cláudio Castro experimenta situação singular de rejeição crescente. Os dados indicam que eleitores buscam mudanças pontuais nas gestões, não necessariamente rupturas completas, configurando um eleitorado crítico mas aberto à continuidade quando satisfeito.

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