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Flávio e Zema enfrentam prazo para definir vice; veja chapas

Flávio e Zema enfrentam prazo para definir vice; veja chapas
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Candidatos à presidência vice ainda indefinidos no Brasil

Com apenas três dias para encerrar o período de convenções partidárias, dois dos principais candidatos à presidência ainda não definiram quem será o candidato à presidência vice em suas respectivas chapas. O prazo para essa definição termina em 5 de agosto, enquanto o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser concluído até 15 de agosto. Flávio Bolsonaro, do PL, e Romeu Zema, do Novo, continuam em intensas articulações com outras legendas para compor suas candidaturas.

A importância estratégica da escolha de candidato à presidência vice

A seleção do candidato à presidência vice envolve múltiplas estratégias políticas e eleitorais. Essa escolha visa ampliar o alcance eleitoral, atraindo votantes que não apoiariam necessariamente o candidato principal. Além disso, incorporar partidos à chapa oferece maior tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, recurso essencial nas campanhas modernas.

No pleito anterior, a aliança entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin demonstrou essa tática. Interlocutores da campanha do petista argumentaram que essa composição reforçou o caráter de "frente ampla", conquistando empresários paulistas que poderiam votar em outros candidatos. Essa estratégia provou-se bem-sucedida na obtenção da vitória em 2022.

Flávio Bolsonaro busca vice mulher para ampliar base eleitoral

Reconhecendo que mulheres representam 52,8% do eleitorado brasileiro, a campanha de Flávio Bolsonaro busca uma candidata mulher para a posição de candidato à presidência vice. Na semana anterior, Flávio manteve reunião com Tereza Cristina, líder do PP no Senado Federal e ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro, recebendo sinais positivos.

Contudo, a parlamentar foi impedida pelo seu partido de integrar a chapa. O PP reafirmou sua intenção de manter neutralidade nas eleições presidenciais nacionais, preservando suas alianças em âmbito estadual. Nessa conjuntura, especula-se nos bastidores sobre os nomes de Daniela Marques, ex-presidente da Caixa durante a administração Bolsonaro e filiada aos Republicanos, e Renata Abreu, deputada federal e presidente do Podemos pelo estado de São Paulo.

Ambos os cenários enfrentam obstáculos similares ao impedimento de Tereza Cristina. Tanto Republicanos quanto Podemos pretendem manter posição neutra para salvaguardar seus pactos eleitorais estaduais, dificultando a composição da chapa de Flávio.

Romeu Zema caminha para chapa "puro-sangue"

O partido Novo confirmou oficialmente a candidatura de Romeu Zema à presidência na segunda-feira anterior, mas continua indefinido quanto ao candidato à presidência vice. O ex-governador de Minas Gerais expressou admiração pelo ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, que havia se lançado como pré-candidato pela sigla DC. Porém, as negociações não prosperaram adequadamente.

Zema igualmente tentou incorporar o Podemos em sua chapa através de Geraldo Rufino. O empresário, entretanto, será candidato ao Senado em São Paulo, impossibilitando essa aliança. Conforme informações de fontes internas do Novo, diante dessa impasse, a tendência apontada é que Zema tenha como vice um integrante do próprio partido Novo, resultando em uma chapa "puro-sangue".

Lula e Alckmin repetem parceria bem-sucedida

As convenções nacionais do PT, realizada no domingo em São Paulo, e do PSB, que ocorreu na quarta-feira anterior em Brasília, oficializaram a repetição da aliança que conquistou o terceiro mandato presidencial de Lula em 2022. Geraldo Alckmin, outrora adversário de Lula na eleição de 2006 quando integrava o PSDB, migrou para o PSB especificamente para formar dupla com Lula em movimento destinado a derrotar Bolsonaro.

Durante o governo, além de exercer a vice-presidência, Alckmin dirigiu o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mediando relações entre o governo e segmentos empresariais relevantes. Desempenhou papel central nas negociações com os Estados Unidos em contexto de tarifas impostas pela administração Trump.

Na convenção petista, Alckmin ironizou a presença do presidente argentino Javier Milei na convenção de Flávio Bolsonaro e criticou ataques familiares aos sistemas eletrônicos de votação. "Quem não acredita no voto popular não merecia nem ser candidato à presidência. A desconfiança nas urnas é indício, fumaça de derrota. A urna eletrônica é tão competente que rejeita votos de argentino e americano", declarou Alckmin.

PSD tenta ser alternativa fora da polarização

A decisão de Ronaldo Caiado de escolher Gilberto Kassab, presidente do PSD, como candidato à presidência vice resultou de dificuldades em atrair outras legendas para composição de chapa. Essa estratégia busca integrar completamente o PSD na campanha presidencial do ex-governador goiano e funciona como ferramenta para as disputas legislativas.

A avaliação interna é que essa dupla oferece palanque imparcial para candidatos que desejam afastar-se da dicotomia nacional. Ao ser oficializado, Kassab afirmou que a chapa oferece alternativa para sistema político "contaminado", ressaltando que a República e seus Poderes enfrentam problemas estruturais que o PSD está preparado para solucionar.

Missão aposta em discurso antissistema com Renan Santos

O partido Missão também optou pela composição sem coligações externas, apresentando Renan Santos como candidato à presidência e Aroldo Medina como candidato à presidência vice. A legenda fundamenta sua campanha em retórica antissistema.

Medina é militar reformado, jornalista e editor especializado em história militar. Desde 2002, quando concorreu ao governo do Rio Grande do Sul pelo PL, participou de várias disputas eleitorais sem êxito. Entre 2004 e 2018, transitou por quatro partidos diferentes. Candidatou-se a prefeito de Canoas em 2004 pelo antigo PFL, atual União Brasil. Em 2010, buscou o governo gaúcho pelo PRP. Nas eleições subsequentes, concorreu a deputado estadual, primeiro em 2014 pelo PSD e posteriormente em 2018 filiado ao PV. Atualmente, em 2024, integra o PL e foi candidato a vereador de Porto Alegre.

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