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Irã apresenta demandas para reabrir Estreito de Ormuz

Irã apresenta demandas para reabrir Estreito de Ormuz
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Irã anuncia condições para liberar passagem no Estreito de Ormuz

O Irã divulgou, neste sábado (8), um conjunto de condições necessárias para a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica responsável por aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo. Conforme declaração do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Teerã aguarda o cumprimento dessas demandas pelos Estados Unidos antes de liberar o tráfego de embarcações pelo canal marítimo. A informação foi divulgada pelo jornal "The New York Times" (NYT), baseando-se em comunicado da agência de mídia estatal iraniana.

Quais são as exigências iranianas

A declaração iraniana apresenta seis demandas principais que Washington deve atender para possibilitar a reabertura do Estreito de Ormuz. As solicitações incluem a cessação do bloqueio naval norte-americano e das sanções econômicas impostas contra Teerã. Além disso, o Irã exige a retirada das forças militares americanas das áreas próximas ao país.

Entre as demais exigências estão o pagamento de compensações financeiras por perdas de guerra, a liberação de recursos iranianos que permanecem congelados nas instituições financeiras internacionais e o término dos ataques direcionados aos aliados do Irã na região. Como condição final, Teerã solicita o encerramento de todas as ameaças diplomáticas e militares contra o país.

Perspectivas de acordo parecem distantes

Segundo análise do "The New York Times", é considerado improvável que a administração Trump concorde com o conjunto de exigências apresentadas pelo Irã. Essa recusa elevaria significativamente as preocupações quanto à manutenção da navegação no Estreito de Ormuz e ao futuro do comércio marítimo internacional. Recentemente, o presidente americano declarou que o Irã deveria optar entre negociar um "acordo" ou aceitar a "rendição total" na escalada de tensões.

Trump já havia mencionado anteriormente que qualquer suspensão do bloqueio naval dependeria de um acordo direto com Teerã. Autoridades americanas também afirmaram que o acesso dos iranianos aos ativos congelados seria condicionado ao compromisso de renunciar ao enriquecimento de urânio. Complementarmente, Washington demanda o abandono completo do programa nuclear militar iraniano e garantias de segurança para a navegação no Estreito de Ormuz.

Possíveis sinais de progresso nas negociações

Apesar das posições aparentemente irreconciliáveis, houve indicações de avanço nas discussões. No mesmo sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que Teerã e Omã estavam "muito próximos" de alcançar um novo acordo referente a uma rota alternativa de navegação no Estreito. Um funcionário americano confirmou à Reuters na sexta-feira que havia "progresso entre Omã e Irã" e expressou esperança em um acordo próximo.

A mesma fonte americana indicou que, assim que fosse anunciado um acordo para restabelecer a navegação comercial sem obstáculos, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio aos portos iranianos. Contudo, eventos anteriores não inspiram otimismo excessivo. Em junho, um memorando de entendimento assinado por ambos os países previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão temporária das sanções petrolíferas contra Teerã. No entanto, divergências na interpretação do tratado fizeram o acordo ser questionado menos de duas semanas após sua assinatura.

Impacto econômico global do fechamento do Estreito

A persistência da lista de exigências iranianas frustra esperanças do mercado internacional de que uma negociação entre Irã e Omã pudesse reabrir rapidamente o Estreito de Ormuz. O canal permanece com tráfego limitado desde o início da escalada de tensões em fevereiro. O fechamento dessa importante rota marítima regional tem exercido pressão significativa sobre os preços internacionais do petróleo, afetando diretamente os custos globais de energia e contribuindo para a aceleração da inflação mundial.

O impacto econômico é particularmente relevante para os Estados Unidos, onde o aumento acentuado nos preços dos combustíveis pode influenciar decisões políticas da administração Trump. O jornal "The New York Times" sugere que o governo americano pode ser forçado a considerar as demandas iranianas como meio de conter a inflação doméstica, especialmente considerando os riscos que isso representa para as eleições de meio de mandato previstas para novembro.

Movimento dos preços de petróleo desde o início da crise

Desde o início da escalada de conflitos em fevereiro, o petróleo tipo Brent, que funciona como referência internacional de preços, acumulou alta de aproximadamente 15% até a última sexta-feira (7), quando a commodity fechou cotada em US$ 83,30 por barril. Essa trajetória ascendente reflete as preocupações do mercado com a continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz e a possibilidade de novas interrupções no fornecimento global de petróleo bruto.

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