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Pesquisa Quaest revela rejeição de 55% para Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest revela rejeição de 55% para Flávio Bolsonaro
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Flávio Bolsonaro lidera índices de rejeição eleitoral

A mais recente pesquisa Quaest sobre rejeição eleitoral revelou dados significativos sobre a aceitação dos principais candidatos à presidência. Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira, Flávio Bolsonaro (PL) encabeça a lista de rejeição com 55% dos eleitores que afirmam não votariam nele de forma alguma. Logo após, Lula (PT) aparece com 53% de rejeição, demonstrando que ambos os principais nomes da disputa enfrentam desafios consideráveis junto ao eleitorado.

Metodologia e definição de rejeição

A instituição responsável pelo levantamento utiliza uma metodologia específica para medir a rejeição dos candidatos. Os entrevistados são questionados sobre seu conhecimento de cada pré-candidato e sua disposição para votar neles. A rejeição é calculada como o percentual de respondentes que afirmam conhecer o candidato mas declararam categoricamente que não votariam nele sob nenhuma circunstância. Esta medição diferencia-se de outras métricas porque exclui os eleitores que simplesmente desconhecem o candidato.

Comparativo completo de rejeição entre candidatos

Além dos dois principais nomes, outros candidatos também apresentam índices expressivos de rejeição. Pablo Marçal (PRTB) registra 45% de rejeição, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 41%. Romeu Zema (Novo) possui 39% de rejeição, seguido por Renan Santos (Missão) com 29%. O escritor Augusto Cury (Avante) apresenta 26% de rejeição, e Rui Costa Pimenta (PCO) marca 23%.

Entre os candidatos com menor rejeição estão Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP), ambos com 11%, Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata) com 10% cada, e Clariana Barão (DC) com apenas 7% de rejeição. Os dados mostram uma distribuição variada entre os concorrentes, refletindo diferentes graus de aceitação e rejeição junto ao eleitorado brasileiro.

Variação nos índices desde setembro

Comparando os dados com medições anteriores realizadas em 2 de setembro, observa-se que Flávio Bolsonaro manteve estável seus 55% de rejeição, enquanto Lula também permaneceu nos mesmos 53%. Alguns candidatos apresentaram pequenas variações: Caiado subiu de 40% para 41%, Marçal aumentou de 44% para 45%, e Zema evoluiu de 38% para 39%. Renan Santos passou de 28% para 29%, e Cury cresceu de 25% para 26%. Os demais mantiveram os mesmos percentuais, sugerindo uma relativa estabilidade no cenário de rejeição dos candidatos.

Detalhes técnicos da pesquisa Quaest

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, instituições que regularmente contratam a Quaest para obter dados sobre preferências e rejeições eleitorais. A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos em todo o território nacional. As entrevistas foram realizadas entre 3 e 6 de setembro, abrangendo uma amostra geograficamente diversificada para garantir representatividade.

A margem de erro foi calculada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, padrão considerado confiável para pesquisas eleitorais no Brasil. O levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o identificador BR-01720/2026, atestando sua legitimidade e conformidade com as normas eleitorais vigentes. Estes procedimentos garantem a qualidade metodológica dos dados apresentados.

Contexto político e implicações eleitorais

Os dados de rejeição revelados pela pesquisa Quaest apresentam implicações relevantes para o cenário político nacional. A alta rejeição tanto de Flávio Bolsonaro quanto de Lula sugere que parcela significativa do eleitorado está insatisfeita com as opções principais disponíveis. Este contexto de rejeição elevada pode abrir espaço para candidatos com menor rejeição, como aqueles que registram percentuais na casa dos 7% a 10%, tornando a disputa potencialmente mais competitiva e imprevisível.

A pesquisa Quaest complementa outros levantamentos que indicam as preferências de primeiro turno e possíveis cenários de segundo turno. Os dados consolidados demonstram a complexidade do eleitorado brasileiro, que pode simultaneamente rejeitar candidatos específicos enquanto considera votá-los como opção menos pior em determinadas circunstâncias. Esta dinâmica reflete as transformações e polarizações presentes na política brasileira atual.

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