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Marco Rubio apoia Keiko Fujimori no Peru

Marco Rubio apoia Keiko Fujimori no Peru
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/30/marco-rubio-secretario-de-trump-parabeniza-keiko-fujimori-por-eleicao-no-peru-resultado-precisa-ser-oficializado.ghtml

Secretário dos EUA reconhece vitória de Keiko Fujimori no Peru

O secretário de Estado americano Marco Rubio enviou comunicado oficial parabenizando Keiko Fujimori pela vitória eleitoral no Peru, reforçando o compromisso dos Estados Unidos em fortalecer laços diplomáticos e cooperação bilateral. Embora Keiko Fujimori apresente números que indicam sua eleição, a oficialização do resultado ainda depende de procedimentos formais que devem ser concluídos em breve.

A posição adotada por Marco Rubio representa o reconhecimento do governo Trump à liderança de Keiko Fujimori, mesmo antes da proclamação oficial do Jurado Nacional Eleitoral (JNE). O secretário americano afirmou que a administração Trump busca intensificar a colaboração em questões de segurança, investimentos e comércio com o novo governo peruano.

Resultados eleitorais com margem estreita

A contagem de 100% das urnas pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) demonstra a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno eleitoral realizado em 7 de junho. A candidata de direita obteve 9.223.396 votos, correspondendo a 50,135% do total, enquanto seu adversário, o deputado esquerdista Roberto Sánchez, conquistou 9.137.755 votos, representando 49,865% da votação.

A diferença entre os dois candidatos é de apenas 49.641 votos, refletindo a profunda polarização que marca a política peruana atual. Apesar dessa margem apertada, os números apresentados pela ONPE evidenciam uma vantagem matematicamente irreversível para Keiko Fujimori, consolidando-a como virtual presidente eleita.

Pendências para a oficialização

Embora Keiko Fujimori tenha alcançado a maioria dos votos, o JNE ainda necessita completar os procedimentos formais de proclamação dos resultados oficiais. O órgão máximo das eleições no Peru depende de declarações finais do Jurado Especial Eleitoral (JEE) em algumas regiões do país para proceder com a oficialização, processo que deverá ser concluído até a próxima sexta-feira.

A candidata eleita manifestou sua confiança no processo ao publicar em rede social que aguarda a proclamação do JNE com humildade, prudência e responsabilidade, afirmando estar cada vez mais próxima de iniciar um caminho de ordem e esperança para o povo peruano.

Posição do adversário e recursos legais

Roberto Sánchez, candidato de esquerda e perdedor na disputa presidencial, indicou que não reconhecerá os resultados oficiais e anuncia sua intenção de recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) caso o JNE proclame Keiko Fujimori como vitoriosa. O deputado alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral.

Especialistas em direito eleitoral consultados pela imprensa local afirmam que as alegações apresentadas por Sánchez carecem de fundamento jurídico sólido, servindo principalmente para postergar a proclamação oficial. Apesar das contestações, a estrutura institucional peruana caminha para validar os resultados conforme mostrado pelos órgãos eleitorais competentes.

Perspectivas para o governo Fujimori

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada após a oficialização de sua vitória. A futura presidente fez discurso comprometendo-se com a reunificação do país, reconhecendo que o Peru está dividido e praticamente dividido ao meio entre as duas correntes ideológicas.

A chegada de Keiko Fujimori ao poder representa uma transição significativa no contexto da profunda instabilidade política que marca a história recente do Peru. Nos últimos oito anos, o país andino já contabilizou oito presidentes diferentes, revelando a fragilidade institucional que caracteriza o cenário político nacional.

Histórico de crises presidenciais no Peru

A sucessão presidencial que se aproxima faz parte de um padrão conturbado de alternância no poder peruano. O atual presidente Balcázar Zelada assumiu apenas quatro meses atrás, substituindo José Jeri, que também permaneceu no cargo durante apenas quatro meses antes de ser removido pelo Congresso. Jeri foi destituído por má conduta após revelações de reuniões não divulgadas com empresários chineses.

Anteriormente, Dina Boluarte havia ocupado a presidência de forma interina, mas foi também destituída por envolvimento em escândalos de corrupção. Boluarte havia sucedido Pedro Castillo, que foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção na tentativa de evitar um processo de impeachment. Essas crises sucessivas demonstram os desafios institucionais enfrentados pelo Peru durante a última década.

Compromissos bilaterais e cooperação regional

A manifestação de apoio de Marco Rubio ao governo de Keiko Fujimori sinaliza a importância que Washington atribui ao relacionamento com o novo governo peruano. O secretário de Estado americano enfatizou o interesse em fortalecer a cooperação em segurança, um tema relevante considerando os desafios que o Peru enfrenta em termos de criminalidade organizada e tráfico de drogas.

Além das questões de segurança, Marco Rubio destacou o interesse americano em ampliar investimentos e relações comerciais na região. A aproximação diplomática reflete a estratégia dos Estados Unidos de manter influência em países latino-americanos de importância geopolítica, reforçando parcerias bilaterais que sirvam aos interesses mútuos.

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