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Defesa nega crimes de Thiago Miranda na Operação Compliance Zero

Defesa nega crimes de Thiago Miranda na Operação Compliance Zero
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/09/compliance-zero-defesa-diz-que-publicitario-alvo-de-operacao-da-pf-nao-praticou-nenhuma-ilegalidade.ghtml

Posicionamento da defesa sobre as acusações

A defesa de Thiago Miranda apresentou uma declaração nesta quinta-feira (9) refutando completamente as acusações relacionadas à Operação Compliance Zero. De acordo com o advogado do publicitário, todas as atividades profissionais de seu cliente foram desenvolvidas em conformidade estrita com a lei e os princípios éticos, rejeitando categoricamente qualquer envolvimento em práticas ilícitas ou intimidação.

Na nota oficial divulgada, a equipe jurídica enfatiza que a Operação Compliance Zero deve ser conduzida respeitando plenamente as garantias constitucionais e a presunção de inocência, conforme estabelecido pela legislação brasileira. O comunicado reafirma que Thiago Miranda nunca participou de condutas criminosas ou de qualquer atividade voltada à coação, constrangimento ou violação de direitos alheios.

Princípios que orientam a defesa

Conforme o pronunciamento judicial, a atuação profissional de Thiago Miranda sempre foi orientada pela legalidade, transparência e respeito às instituições públicas. O advogado destaca que seu cliente tem exercido livremente o direito de expressão garantido pela Constituição Federal, sem jamais ultrapassar os limites legais.

A defesa reforça que a simples existência de uma investigação não autoriza qualquer conclusão precipitada sobre culpabilidade. Nesse contexto, enfatiza-se a importância de preservar rigorosamente os direitos do investigado durante todo o processo, incluindo o direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência até que sentença condenatória irrevogável seja proferida.

Colaboração com as autoridades

De acordo com a nota da defesa, Thiago Miranda está completamente disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades investigadoras. O publicitário se compromete a cooperar plenamente com o processo investigatório e a demonstrar a legalidade e regularidade de suas ações profissionais através de documentação e testemunhas.

Investigação da Operação Compliance Zero

A décima fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, investiga possíveis ações coordenadas realizadas em plataformas digitais com o objetivo de prejudicar a credibilidade institucional do Banco Central. Segundo os autos processuais, também estão sob investigação possíveis atividades de intimidação contra profissionais da imprensa, monitoramento de autoridades e obtenção ilegal de dados confidenciais.

Papel investigado de Thiago Miranda

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, Thiago Miranda é apontado como figura central na coordenação de estratégias voltadas à manipulação de narrativas, recrutamento de profissionais e intimidação de opositores potenciais. Os investigadores indicam que o publicitário liderou o denominado "Projeto DV", referência às iniciais de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira Master.

As atividades atribuídas a Thiago Miranda incluem participação direta na contratação de agências especializadas para implementar campanhas de disseminação de desinformação através de plataformas mediáticas. Conforme os registros investigativos, o publicitário também teria se envolvido no recrutamento de criadores de conteúdo digital e profissionais do jornalismo, oferecendo compensações monetárias substanciais que atingiram até dois milhões de reais por conteúdo coordenado publicado nas redes sociais.

Estrutura de acordos e cláusulas contratuais

De acordo com a Polícia Federal, os arranjos contratuais celebrados para cooptar profissionais incluíam disposições de sigilo rigoroso acompanhadas de penalidades financeiras significativas em caso de violação. Quando os profissionais abordados recusavam as propostas financeiras, o grupo coordenado por Thiago Miranda supostamente adotava práticas de assédio persistente, intimidação e coerção, utilizando informações pessoais obtidas através de canais ilegais e plataformas clandestinas de consulta de registros confidenciais.

Investigações sobre coleta de dados pessoais

Os materiais apreendidos durante as operações indicam que Thiago Miranda possivelmente supervisionava equipes encarregadas de realizar investigações abrangentes sobre aspectos pessoais, patrimoniais, ocupacionais e financeiros de adversários ou jornalistas considerados potencialmente prejudiciais aos interesses comerciais e reputacionais de Daniel Vorcaro. Entre os indivíduos mencionados como alvo dessas atividades estão a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e o executivo Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco.

Gestão de crises e relações com mídia

Conforme os registros investigativos, Thiago Miranda mantinha comunicação sistemática com profissionais da imprensa e organizações de mídia com o objetivo de negociar estratégias destinadas a minimizar o impacto negativo de reportagens desfavoráveis a Daniel Vorcaro, bem como promover a exclusão de conteúdos considerados prejudiciais aos negócios do grupo investigado.

Fluxo financeiro das operações

As investigações indicam que os pagamentos realizados para cumprir compromissos com influenciadores digitais e intermediários eram processados pessoalmente por Thiago Miranda, utilizando recursos transferidos por sociedades empresariais vinculadas a Daniel Vorcaro. Esse fluxo financeiro constitui um dos principais elementos de análise para a Polícia Federal.

Outras acusações sob investigação

Além dos crimes relacionados à Operação Compliance Zero, a Polícia Federal também investiga potenciais crimes contra o sistema financeiro nacional, formação de organização criminosa, obstáculo a investigações criminais e possíveis violações de proteção de dados pessoais e segurança de sistemas informáticos. A investigação permanece em andamento, e novas fases operacionais podem ser deflagradas conforme o prosseguimento dos trabalhos investigativos.

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