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Copa 2026: novo sistema de tira-teima usa avatares 3D para análise de impedimentos

Copa 2026: novo sistema de tira-teima usa avatares 3D para análise de impedimentos
Fonte: g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/06/18/tira-teima-da-copa-escaneou-jogadores-para-ficar-mais-preciso-veja-como-ele-funciona.ghtml

Um novo padrão tecnológico para decisões mais precisas

A Copa do Mundo de 2026 apresenta uma inovação significativa no sistema de tira-teima, implementando avatares tridimensionais que revolucionam a forma como as situações de possível impedimento são analisadas. Este novo mecanismo de tira-teima vai além dos modelos anteriores, oferecendo uma representação muito mais fiel da realidade das jogadas polêmicas.

Até este torneio, as reproduções animadas utilizadas para análise mostravam todos os atletas com dimensões padronizadas, o que não refletia fielmente o que ocorria durante as partidas. Essa limitação gerava interpretações ambíguas em lances mais delicados, especialmente quando a diferença entre impedimento e posição regular era mínima. O novo tira-teima resolve esse problema fundamental.

Como funciona a captura dos dados dos jogadores

Antes do início da competição, os atletas das 48 seleções participantes foram submetidos a um processo único de escaneamento. Cada jogador passou por uma cabine equipada com 36 câmeras de alta resolução em 4K, capturando imagens detalhadas de todos os ângulos corporais.

O procedimento para cada atleta leva aproximadamente 30 segundos no total. Desse tempo, apenas menos de um segundo corresponde à captura fotográfica propriamente dita. O restante do tempo envolve preparação e posicionamento adequado do jogador dentro da cabine de escaneamento.

A Lenovo, parceira tecnológica da FIFA neste projeto inovador, foi responsável pelo desenvolvimento e implementação dessa infraestrutura de captura. As imagens coletadas serviram como base para a criação de representações digitais precisas de cada competidor.

A inteligência artificial criando avatares realistas

Após a coleta das imagens, algoritmos avançados de inteligência artificial processam os dados para gerar versões animadas dos jogadores. Diferentemente de modelos anteriores, esses novos avatares consideram características físicas específicas de cada atleta, como altura exata, proporções corporais e dimensões dos pés.

Segundo Valério Mateus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina, a tecnologia vai muito além de simples fotografias tridimensionais. "É possível interpretar textura, postura, movimentação e replicar no avatar. É mais do que uma foto 3D, é efetivamente a replicação do jogador em um ambiente digital", explicou o executivo.

Os algoritmos analisam e reproducem detalhes como a forma como cada jogador se move, sua postura característica e até mesmo a textura de sua pele e roupas, criando uma representação digital extremamente fiel ao atleta real.

O papel do árbitro VAR na decisão final

Embora o sistema de tira-teima com avatares 3D seja revolucionário, é importante esclarecer que a tecnologia não toma decisões automaticamente. A responsabilidade de determinar se existe ou não impedimento permanece exclusivamente com o árbitro que atua na cabine do VAR.

O que essa inovação oferece é uma ferramenta muito mais precisa para que o árbitro possa fazer sua análise. Com os avatares fiéis às dimensões reais dos jogadores, o VAR consegue examinar cada detalhe da jogada com maior rapidez e segurança.

"O VAR tem a possibilidade de olhar para entender se tinha um pé ou um ombro à frente e rotacionar a imagem para ver a partir de outro ângulo se houve um toque em um lance de falta, por exemplo", detalhou Valério, explicando como a ferramenta potencializa a capacidade de análise do árbitro.

Transparência nas decisões para o torcedor

Um benefício adicional desse novo sistema está na comunicação com o público. O diretor de Inovação da FIFA, Johannes Holzmüller, destacou que a visualização em 3D com avatares realistas torna muito mais claro para os torcedores o raciocínio por trás de cada decisão do VAR.

"Melhoraremos os replays em 3D, onde os jogadores são realmente parecidos e fica óbvio quais estão em posição de impedimento", afirmou Holzmüller durante um evento da entidade em junho. Essa transparência reduz disputas e incompreensões sobre as decisões mais controvertidas.

Testes anteriores e implementação

O sistema de avatares 3D não foi implementado sem antes passar por avaliação prática. Em dezembro de 2025, o tira-teima foi testado durante a partida entre Flamengo e Pyramids, do Egito, válida pela terceira fase da Copa Intercontinental da FIFA. Os resultados positivos do teste justificaram o uso em larga escala na Copa 2026.

Câmeras com estabilização por inteligência artificial

Além dos avatares 3D, a Copa de 2026 incorpora outra inovação tecnológica significativa: câmeras usadas por árbitros com sistema de estabilização em tempo real. Esse mecanismo, baseado em inteligência artificial, elimina o desfoque e os tremores que ocorriam em gravações anteriores.

Como os árbitros se movem com bastante intensidade durante as partidas, as versões antigas das gravações sofriam com instabilidade visual, prejudicando o conforto de quem assistia. A nova estabilização permite aproveitar melhor os ângulos capturados diretamente do campo, oferecendo uma experiência visual superior ao telespectador.

Essas inovações tecnológicas consolidam a Copa 2026 como um marco na evolução do futebol profissional, onde a tecnologia trabalha em harmonia com a expertise humana do árbitro para garantir decisões mais justas e transparentes.

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