O carnaval é uma das festas mais populares e tradicionais do Brasil, conhecido por suas cores, música e alegria contagiante. E no meio de toda essa festa, existe um bloco de carnaval que se destaca por sua história e influência no mundo do samba: o Cacique de Ramos.
Fundado em 1961, o Cacique de Ramos é um bloco de carnaval localizado no bairro de Olaria, no Rio de Janeiro. O nome do bloco foi inspirado em um famoso líder indígena brasileiro, Cacique de Ramos, que lutou pela preservação da cultura e tradições de seu povo. E é exatamente isso que o bloco faz até hoje, preservando e difundindo a cultura do samba.
Mas o Cacique de Ramos não é apenas um bloco de carnaval, é também considerado o berço de grandes talentos do samba. Muitos artistas consagrados passaram pelas rodas de samba do bloco, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, entre outros. E foi justamente o contato com esses grandes nomes do samba que mudou a trajetória de muitos músicos e cantores.
Para entender melhor essa influência, é preciso voltar no tempo e conhecer a história do Cacique de Ramos. Nos anos 60, o bloco era frequentado por sambistas amadores que se reuniam para tocar e cantar suas composições. Com o passar dos anos, o Cacique de Ramos se tornou um ponto de encontro para músicos e compositores, e suas rodas de samba se tornaram famosas por revelar novos talentos.
Foi nesse ambiente de amizade, respeito e paixão pelo samba que muitos artistas encontraram inspiração e apoio para seguir suas carreiras. Zeca Pagodinho, por exemplo, começou a frequentar o Cacique de Ramos ainda adolescente e foi lá que conheceu grandes nomes do samba, como Beth Carvalho e Almir Guineto. Com o incentivo desses artistas, Zeca se profissionalizou e se tornou um dos maiores sambistas do Brasil.
Além de revelar talentos, o Cacique de Ramos também é conhecido por suas músicas que se tornaram verdadeiros hinos do carnaval. Um exemplo é a música “Vou Festejar”, composta por Jorge Aragão, que se tornou um sucesso na voz de Beth Carvalho e é cantada até hoje nos desfiles de carnaval.
Mas o Cacique de Ramos não é apenas um lugar de encontro para músicos e compositores, é também um espaço de resistência e valorização da cultura negra. O bloco sempre teve como objetivo preservar as raízes do samba e combater o preconceito e a discriminação racial. E essa luta se reflete em suas músicas e em sua atuação na comunidade.
Atualmente, o Cacique de Ramos continua sendo um dos blocos mais tradicionais e respeitados do carnaval carioca. Suas rodas de samba continuam atraindo músicos e amantes do samba de todas as idades, e seu legado de revelar talentos e preservar a cultura do samba permanece vivo.
O contato com as rodas de samba do Cacique de Ramos mudou a trajetória de muitos artistas, que encontraram no bloco um lugar de acolhimento, aprendizado e inspiração. E é por isso que o Cacique de Ramos é muito mais do que um bloco de carnaval, é um símbolo de resistência, tradição e amor pelo samba. Que sua história continue sendo contada e sua influência no mundo do samba seja sempre lembrada e valorizada. Salve o Cacique de Ramos!




