Pequenas saliências na superfície podem explicar por que pulsares seguem emitindo sinais de rádio mesmo após a “linha da morte”
Os pulsares são conhecidos como estrelas de nêutrons altamente magnetizadas que emitem feixes de radiação eletromagnética. Esses feixes são geralmente detectados como sinais de rádio e permitem aos astrônomos estudar as propriedades dessas estrelas distantes. No entanto, após um certo tempo, os pulsares param de emitir sinais de rádio, em um fenômeno conhecido como “linha da morte”. Mas agora, um grupo de cientistas chineses descobriu uma característica inesperada na superfície dos pulsares que pode explicar por que alguns deles continuam emitindo sinais de rádio mesmo após a “linha da morte”.
A descoberta foi feita por uma equipe do Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências, liderada pelo pesquisador Yunfeng Liang. Eles estudaram os pulsares usando o radiotelescópio de Guangdong, localizado no sul da China. O telescópio é o maior do mundo dedicado ao estudo de pulsares e possui uma altura equivalente a um prédio de 15 andares.
Os pesquisadores analisaram os dados de cinco pulsares e chegaram à conclusão de que pequenas saliências na superfície dessas estrelas podem ser a razão para sua capacidade de continuar emitindo sinais de rádio. De acordo com a pesquisa, essas protuberâncias, conhecidas como “pérolas”, podem servir como antenas naturais que emitem ondas de rádio.
Essas pequenas saliências foram observadas em um dos pulsares estudados, conhecido como PSR B0943 + 10. Ele é um dos poucos pulsares que emite sinais de rádio mesmo após a “linha da morte”. Ao analisarem os dados, a equipe de cientistas descobriu que as ondas de rádio produzidas por essas “pérolas” são polarizadas, o que significa que elas vibram em apenas uma direção. Essa polarização é importante porque ela é uma das características utilizadas para distinguir sinais gerados pela natureza de sinais gerados por fontes artificiais.
Os pesquisadores também encontraram evidências de que as “pérolas” estão distribuídas de maneira regular na superfície do pulsar. Isso sugere que elas podem ser formadas a partir do próprio campo magnético do pulsar, que é extremamente intenso. Além disso, essa descoberta aumenta a compreensão sobre como a radiação é emitida pelos pulsares e como ela interage com o ambiente ao seu redor.
A descoberta é uma grande contribuição para a astronomia, já que acredita-se que a maior parte dos pulsares pare de emitir sinais de rádio após a “linha da morte”. No entanto, essa crença pode estar equivocada, considerando que muitos pulsares ainda são desconhecidos e suas características ainda não foram totalmente exploradas. Ainda há muito a ser descoberto sobre essas estrelas fascinantes.
Os pulsares são uma das maravilhas do universo, ajudando os cientistas a compreender melhor a formação e evolução das estrelas e galáxias. E a descoberta dessa característica inesperada na superfície dessas estrelas pode abrir novas possibilidades para o estudo dos pulsares e também para o desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, essa pesquisa demonstra a importância de investimentos em tecnologia e equipamentos de ponta como o radiotelescópio de Guangdong, que permitiu essa descoberta.
É emocionante pensar que pequenas saliências na superfície dessas estrelas podem ser a chave para a continuidade




