O Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), Pedro Amaral Jorge, afirmou recentemente que, apesar de um esforço de aceleração, Portugal só deverá conseguir atingir os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima em 2031 ou 2032. Essa declaração pode soar como uma notícia desanimadora para alguns, mas é importante ressaltar que o país tem avançado significativamente no que diz respeito à transição energética e que o caminho para a sustentabilidade é um processo contínuo e desafiador.
O Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) é um documento que estabelece as metas e estratégias para o setor energético português até 2030, com o objetivo principal de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover o uso de energias limpas e renováveis. Entre as metas estabelecidas pelo PNEC, destacam-se a redução de 45% das emissões de gases de efeito estufa em relação a 2005, a produção de 80% da eletricidade a partir de fontes renováveis e a melhoria da eficiência energética em 35%.
De acordo com Pedro Amaral Jorge, Portugal tem feito um esforço notável para cumprir essas metas, mas ainda enfrenta desafios significativos. Um dos principais obstáculos é a dependência do país em relação aos combustíveis fósseis, que ainda representam cerca de 70% do consumo de energia. Além disso, o setor dos transportes, responsável por mais de um terço das emissões de gases de efeito estufa em Portugal, ainda é altamente dependente de combustíveis fósseis.
No entanto, o presidente da APREN destacou que o país tem avançado no uso de energias renováveis, com a produção de eletricidade a partir de fontes limpas a atingir cerca de 55% em 2019. Em particular, a energia eólica tem desempenhado um papel fundamental nesse avanço, sendo responsável por mais de 25% da produção de eletricidade no país. A energia solar também tem tido um crescimento significativo, com um aumento de 150% na capacidade instalada desde 2016.
Outro ponto positivo é o aumento do investimento em energia renovável em Portugal, que atingiu um recorde de 1,5 bilhão de euros em 2019, segundo dados da APREN. Isso demonstra o potencial do país no setor e a confiança dos investidores no mercado energético português.
Apesar dos avanços, Pedro Amaral Jorge alerta que é necessário um esforço ainda maior para cumprir as metas do PNEC no prazo estabelecido. Ele ressalta que, além de investimentos, é fundamental que haja uma mudança de mentalidade e uma maior sensibilização da população para a importância da transição energética. A adoção de medidas de eficiência energética e a redução do consumo de energia também são fundamentais para atingir os objetivos do PNEC.
O presidente da APREN também destacou a importância de uma política energética consistente e de longo prazo, que dê segurança aos investidores e permita o crescimento sustentável do setor. Ele ressaltou que, apesar dos desafios, Portugal tem um grande potencial para se tornar um líder europeu em energia renovável, aproveitando os recursos naturais do país, como o sol e o vento.
Em suma, embora a previsão de Pedro Amaral Jorge de que Portugal só deverá atingir os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima em 2031 ou 2032 possa parecer um prazo distante, é importante ressaltar que o país tem feito progressos significativos na




