No dia 12 de junho de 1985, um marco histórico aconteceu em Portugal: a assinatura do tratado de adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE) por Mário Soares, então Presidente da República. Esse evento marcou o início de uma nova era para o país, que passou a fazer parte de um bloco econômico e político de grande importância mundial.
Na época, Portugal enfrentava uma grave crise econômica e social, com altos índices de desemprego e inflação. A adesão à CEE foi vista como uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento para o país, que até então estava isolado do resto da Europa.
Um dos principais benefícios da adesão à CEE foi a abertura do mercado português para os países membros, o que possibilitou a entrada de novos investimentos e a exportação de produtos portugueses. Isso resultou em um aumento significativo da produção e do comércio, gerando empregos e impulsionando a economia.
Além disso, a adesão à CEE trouxe consigo uma série de políticas e programas de desenvolvimento, que ajudaram a modernizar e fortalecer a infraestrutura do país. Investimentos em áreas como educação, saúde e tecnologia foram realizados, contribuindo para o crescimento e a melhoria da qualidade de vida da população.
Um dos setores que mais se beneficiou com a adesão à CEE foi o agrícola. Com a abertura do mercado, os agricultores portugueses puderam vender seus produtos para outros países europeus, aumentando sua renda e melhorando suas condições de trabalho. Além disso, a CEE também investiu em programas de modernização e tecnologia para o setor, tornando-o mais competitivo e sustentável.
Outro aspecto importante da adesão à CEE foi a integração política e cultural com os demais países membros. Portugal passou a participar de decisões e acordos importantes, fortalecendo sua posição no cenário internacional. Além disso, a troca de experiências e conhecimentos com outros países europeus contribuiu para o desenvolvimento social e cultural do país.
É importante ressaltar que a adesão à CEE não foi um processo fácil. Foram necessárias diversas reformas e ajustes na economia e na legislação portuguesa para se adequar às normas e exigências do bloco. No entanto, os esforços valeram a pena, pois Portugal se tornou um país mais moderno, competitivo e integrado ao restante da Europa.
Hoje, 36 anos após a assinatura do tratado de adesão, podemos ver os resultados positivos dessa decisão. O país passou por um grande desenvolvimento econômico e social, com um aumento significativo do PIB e uma redução considerável da taxa de desemprego. Além disso, Portugal se tornou um destino turístico muito procurado, atraindo milhões de visitantes todos os anos.
Um dos aspectos mais impressionantes dessa transformação é a mudança na expectativa de vida da população. Em 1985, metade da população portuguesa tinha menos de 35 anos e a expectativa de vida era de apenas 75 anos. Hoje, a expectativa de vida é de 81 anos, refletindo a melhoria das condições de vida e saúde da população.
Outro dado que mostra o impacto positivo da adesão à CEE é o aumento do salário mínimo. Em 1985, o salário mínimo em Portugal era de 19.200 escudos. Hoje, esse valor é de 665 euros, o que representa um aumento de mais de 3000%.
Além disso, a adesão à CEE também trouxe benefícios para a cultura e a educação em Portugal. O país passou a receber mais investimentos e a participar de programas de intercâmbio e




