Nos últimos anos, Portugal tem vivenciado um crescimento econômico significativo, que tem sido motivo de orgulho para o país. No entanto, sabemos que nem todos os cidadãos têm sido igualmente beneficiados por esse progresso. A pobreza ainda é uma realidade que afeta muitas pessoas em Portugal, especialmente os idosos, famílias com filhos, imigrantes e desempregados. No entanto, é com grande satisfação que podemos afirmar que o número de pessoas em risco de pobreza tem diminuído, alcançando agora o número de 1,8 milhões, de acordo com o relatório “Balanço Social 2024”.
Este relatório, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgado recentemente, traz dados que demonstram que a pobreza tem diminuído em Portugal, mas ainda é uma realidade que precisa ser combatida. O risco de pobreza é medido através do indicador de pobreza relativa, que se baseia no rendimento disponível das famílias, comparando-o com a mediana do rendimento nacional. Em 2019, este indicador situava-se em 17,2%, representando uma diminuição em relação aos anos anteriores.
É importante ressaltar que, apesar do crescimento econômico, o risco de pobreza ainda é maior entre certos grupos da população, como os idosos. Segundo o relatório, cerca de 19,8% dos idosos em Portugal vivem em situação de risco de pobreza, o que representa uma preocupação para o governo e para a sociedade em geral. Além disso, as famílias com filhos também enfrentam um maior risco de pobreza, especialmente aquelas com três ou mais crianças dependentes. Nesse grupo, o risco de pobreza atinge 28,1%.
Outro fator que contribui para o aumento do risco de pobreza em Portugal é a chegada de imigrantes de fora da União Europeia. De acordo com o relatório, cerca de 38,1% desses imigrantes vivem em situação de risco de pobreza, o que representa um desafio para a integração dessas pessoas na sociedade portuguesa. Além disso, o desemprego também é um fator determinante para o aumento do risco de pobreza, atingindo 44,2% das pessoas desempregadas.
É importante destacar que o relatório “Balanço Social 2024” também aborda a relação entre pobreza e condições de trabalho. Muitas vezes, a falta de dinheiro é um obstáculo para garantir boas condições de trabalho, como salários justos e condições adequadas de trabalho. Por isso, é fundamental que o combate à pobreza seja uma prioridade, não apenas para garantir uma vida digna para todos os cidadãos, mas também para promover uma sociedade mais justa e igualitária.
Apesar dos desafios que ainda precisam ser superados, é importante reconhecer que Portugal tem feito progressos significativos no combate à pobreza. O país tem implementado políticas sociais e econômicas que têm contribuído para a melhoria das condições de vida da população. Além disso, o crescimento econômico tem gerado mais empregos e oportunidades, o que tem impactado positivamente na redução do risco de pobreza.
É fundamental que esse movimento continue, com o governo e a sociedade trabalhando juntos para promover uma sociedade mais justa e inclusiva. Além disso, é importante que as políticas sociais sejam direcionadas para os grupos mais vulneráveis, como os idosos, famílias com filhos, imigrantes e desempregados, a fim de garantir que essas pessoas também possam desfrutar dos benefícios do crescimento econômico.
Em suma, a diminuição do número de



