O indicador de inflação é um dos principais termômetros econômicos utilizados para medir a variação dos preços de produtos e serviços em um determinado período de tempo. Ele é considerado um importante indicador para avaliar a saúde econômica de um país e suas projeções futuras. No Brasil, o indicador de inflação mais utilizado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês de maio, o IPCA registrou uma variação de 0,13%, ficando abaixo da expectativa do mercado e sendo o menor resultado para o mês desde 2006. No entanto, um dado chamou atenção no relatório do IBGE: o indicador de inflação subjacente apresentou uma variação de 2,3%, superando os 2,1% registrados no mês anterior. Mas o que significa esse indicador e por que é importante acompanhar seu desempenho?
O indicador de inflação subjacente é um índice que exclui produtos e serviços com preços considerados mais voláteis, como alimentos não transformados e energia. Isso significa que ele leva em conta principalmente os preços de bens e serviços que são mais estáveis e menos suscetíveis a variações sazonais. Por isso, é considerado um indicador mais preciso para medir a inflação de longo prazo.
Ao excluir produtos com preços mais voláteis, o indicador de inflação subjacente permite uma análise mais profunda e precisa da inflação no país. Isso porque esses produtos podem sofrer grande variação de preços devido a fatores externos, como mudanças climáticas ou oscilações no mercado internacional, o que pode distorcer a realidade inflacionária do país.
No caso do Brasil, os alimentos não transformados, como frutas, legumes e carnes, têm grande peso na inflação e são os principais responsáveis pelas variações sazonais do IPCA. Já a energia, que é um item essencial na vida do consumidor, sofre influência direta de fatores externos, como o preço do petróleo no mercado internacional e o câmbio. Portanto, ao excluir esses produtos, o indicador de inflação subjacente consegue mostrar de forma mais precisa a tendência da inflação no país.
O resultado de 2,3% registrado em maio pelo indicador de inflação subjacente é um sinal positivo para a economia brasileira. Isso porque, mesmo com a queda do IPCA, ele apresentou uma alta, mostrando que, mesmo sem os efeitos dos produtos mais voláteis, a inflação continua em uma trajetória de crescimento. Além disso, esse resultado está acima da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,25% para 2019.
Outro fator importante a ser destacado é que a taxa de desemprego no Brasil ainda está em níveis elevados, o que pode levar a uma menor demanda por bens e serviços e, consequentemente, a uma menor pressão inflacionária. No entanto, o indicador de inflação subjacente mostra que, mesmo com a economia ainda em recuperação, os preços se mantêm em uma trajetória de alta, sinalizando uma estabilidade da moeda brasileira.
É importante ressaltar que a inflação está diretamente ligada ao poder de compra da população. Quando os preços sobem de forma descontrolada, o poder de compra das pessoas diminui, pois o salário não acompanha o aumento dos preços. Com o indicador de inflação subjacente em um patamar controlado, fica mais fácil para o Banco Central tomar medidas para garantir a estabilidade da moeda e, consequentemente, do poder de compra dos brasileiros.
Além disso, um indicador de inflação controlado é essencial para a retomada do




