Um estudo recente revelou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a desempenhar um papel fundamental na prestação de cuidados de saúde em Portugal. No entanto, também foi constatado que as famílias estão a assumir cada vez mais os custos com a saúde, o que pode ser preocupante para muitos cidadãos.
O estudo, realizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), analisou os gastos das famílias portuguesas com cuidados de saúde entre 2010 e 2018. Os resultados mostraram que, apesar do SNS ser responsável por cerca de 70% dos cuidados de saúde no país, as famílias estão a gastar cada vez mais com despesas médicas.
De acordo com o estudo, em 2018, as famílias portuguesas gastaram em média 1.200 euros por ano em cuidados de saúde, o que representa um aumento de 20% em relação a 2010. Este aumento é ainda mais significativo quando comparado com o aumento do salário mínimo nacional, que foi de apenas 10% no mesmo período.
Uma das principais razões para este aumento nos gastos das famílias é o aumento das taxas moderadoras. Estas taxas são cobradas pelo SNS em consultas, exames e cirurgias, e têm vindo a aumentar ao longo dos anos. Além disso, o estudo também revelou que as famílias estão a gastar mais em medicamentos, uma vez que o preço dos mesmos tem vindo a aumentar.
Este cenário pode ser preocupante para muitas famílias, especialmente aquelas com baixos rendimentos. Para além de terem que lidar com o aumento dos gastos com a saúde, estas famílias também podem enfrentar dificuldades em aceder a cuidados médicos de qualidade, uma vez que muitos hospitais e centros de saúde estão sobrecarregados.
No entanto, apesar destes desafios, o estudo também mostrou que o SNS continua a ser um pilar fundamental na prestação de cuidados de saúde em Portugal. O sistema de saúde público tem sido elogiado por muitos especialistas e organizações internacionais, sendo considerado um dos melhores do mundo em termos de eficiência e qualidade.
Além disso, o SNS tem vindo a implementar medidas para melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde, como a criação de unidades de saúde familiar e a contratação de mais profissionais de saúde. Estas medidas têm contribuído para a redução das listas de espera e para uma maior proximidade entre os profissionais de saúde e os pacientes.
É importante destacar que o SNS é um serviço universal e gratuito, que garante o acesso a cuidados de saúde a todos os cidadãos, independentemente da sua condição financeira. Este é um dos pilares do Estado Social português e deve ser valorizado e protegido.
No entanto, é necessário que sejam tomadas medidas para aliviar o peso financeiro que as famílias estão a enfrentar com os cuidados de saúde. É fundamental que sejam encontradas soluções para reduzir as taxas moderadoras e para controlar o preço dos medicamentos, de forma a tornar os cuidados de saúde mais acessíveis para todos.
Além disso, é importante que as famílias sejam incentivadas a adotar hábitos de vida saudáveis, que podem contribuir para a prevenção de doenças e, consequentemente, para a redução dos gastos com a saúde.
Em suma, o estudo revela que o SNS continua a ser um pilar central na prestação de cuidados de saúde em Portugal, mas também mostra que as famílias estão a assumir cada vez mais os custos com a saúde. É necessário que sejam tomadas medidas para aliviar este peso financeiro e garantir que o acesso a cuidados de saúde de qualidade seja uma




