O mercado de trabalho brasileiro tem mostrado uma resiliência impressionante, mesmo em meio ao recente ciclo de alta das taxas de juros. Apesar da preocupação inicial de como esse aumento afetaria a economia do país, os últimos dados divulgados pela Pnad Contínua e pelo Caged são uma indicação de que o mercado de trabalho está seguindo em um bom ritmo, independente das flutuações das taxas de juros. Diante desse cenário, economistas ponderam que esses números não devem interferir na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (7).
A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,4% no trimestre encerrado em abril. Isso representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (janeiro a março), quando a taxa de desemprego era de 13,1%. É importante destacar que esse é o menor índice registrado desde o trimestre encerrado em janeiro de 2019, quando a taxa de desemprego estava em 11,6%.
Outro dado positivo é que a população ocupada cresceu 0,9% em relação ao trimestre anterior, chegando a 91,9 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, esse aumento é motivado principalmente pela criação de postos de trabalho no setor privado, que registrou um crescimento de 1,6%, e pela redução na taxa de informalidade, que atingiu 38,7% da população ocupada, a menor desde o início da série histórica em 2012.
Esses resultados também foram confirmados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, que mostrou um saldo positivo de 280.666 empregos formais em maio. Esse é o quarto mês consecutivo em que o país registra um saldo positivo na geração de emprego, mesmo após a alta das taxas de juros. No acumulado do ano, o Brasil já criou mais de 1,5 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada.
Diante desse cenário, alguns economistas apontam que esses dados não devem influenciar a decisão do Copom de aumentar a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 3,5%. Em um ambiente de recuperação econômica, a alta das taxas de juros pode ser vista como uma medida para conter a inflação e assegurar a estabilidade da economia a longo prazo. Porém, os dados recentes do mercado de trabalho mostram que essa medida pode não ser necessária neste momento.
Os economistas também destacam que, apesar da recuperação no mercado de trabalho, ainda é necessário manter um olhar atento para alguns setores, como o de serviços, que ainda sofre com as restrições causadas pela pandemia. Porém, eles ressaltam que a economia brasileira tem demonstrado uma resiliência impressionante, superando todas as adversidades e mostrando que está em um caminho de recuperação consistente.
Além disso, a queda na taxa de desemprego e o aumento na geração de empregos formais são fatores importantes para impulsionar o consumo e estimular a economia. Com mais pessoas empregadas, o poder de compra aumenta, movimentando diversos setores da economia e contribuindo para sua retomada.
Portanto, os dados positivos do mercado de trabalho brasileiro são um sinal claro de que o país está no caminho da recuperação econômica e tem mostrado uma resiliência admirável. Diante do atual cenário, espera-se que o Cop




