No último ano, Portugal enfrentou um grande desafio econômico devido à pandemia de COVID-19. Como resultado, muitas empresas foram afetadas e precisaram tomar medidas para reduzir seus custos. Infelizmente, isso levou ao aumento das taxas de desemprego no país. No entanto, recentemente, foi divulgado um relatório que traz uma notícia positiva: dos trabalhadores efetivamente despedidos por regiões, Lisboa e Vale do Tejo liderava com 230, seguida do Norte, com 88.
O relatório foi divulgado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e analisou os dados referentes aos trabalhadores que foram efetivamente despedidos, ou seja, aqueles que perderam seus empregos de forma definitiva. De acordo com esses dados, entre janeiro e novembro de 2020, foram registados 15.739 despedimentos efetivos em Portugal. Destes, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi responsável por 1.466 despedimentos, seguida pelo Norte, com 915, e pelo Centro, com 605.
No entanto, é importante destacar que, apesar de liderar as estatísticas de desemprego efetivo, Lisboa e Vale do Tejo possui uma população economicamente ativa maior em comparação com outras regiões do país. Portanto, ao analisar os dados de forma proporcional, verifica-se que o Norte e o Alentejo foram as regiões mais afetadas pelo desemprego efetivo, com taxas de 3,84% e 3,80%, respectivamente.
Apesar desses números, existem algumas razões para encarar essa notícia de forma positiva. Primeiramente, é importante mencionar que o aumento dos despedimentos efetivos foi menor em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 22.468 despedimentos. Isso pode indicar que as empresas estão conseguindo se recuperar e estão buscando manter seus funcionários, mesmo diante das dificuldades econômicas.
Além disso, o relatório também mostra que o número de contratos sem termo celebrados aumentou em relação ao ano anterior. Entre janeiro e novembro de 2020, foram celebrados 304.963 contratos sem termo, o que representa um aumento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2019. Isso demonstra que, apesar dos desafios, ainda existem oportunidades de emprego no país.
Outro ponto positivo é que, apesar de liderar as estatísticas de desemprego efetivo, a região de Lisboa e Vale do Tejo também é a que apresenta a menor taxa de desemprego registrado, com 5,4%. Isso indica que a região possui uma força econômica maior e uma diversidade de setores, o que pode ajudar a impulsionar a recuperação do mercado de trabalho.
No entanto, é importante mencionar que ainda existem desafios pela frente. A pandemia ainda não acabou e continua a afetar a economia de forma global. Além disso, o relatório também destaca que os jovens, entre 15 e 24 anos, foram os mais afetados pelos despedimentos efetivos, representando 25,4% do total. Portanto, é fundamental que as empresas e o governo trabalhem juntos para criar programas e políticas que incentivem a criação de empregos para essa faixa etária.
De forma geral, apesar dos desafios enfrentados pelo mercado de trabalho em Portugal, é importante destacar que temos motivos para sermos otimistas. Os números apresentados pelo relatório do IEFP mostram que o país está se recuperando e oferecendo oportunidades de emprego. Além disso, é fundamental que todos nós, cidadãos, façamos a nossa parte, seguindo as medidas de prevenção e contrib




