Um estudo recentemente publicado no British Journal of Sociology analisou 16 países e contou com a participação do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE). O estudo, intitulado “Desigualdade de Gênero e Participação Política: Uma Análise Comparativa Internacional”, teve como objetivo analisar a relação entre a desigualdade de gênero e a participação política em diferentes países ao redor do mundo.
A pesquisa, liderada pela professora Ana Cristina Santos, do ISCTE, contou com a colaboração de pesquisadores de renomadas universidades de países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Espanha. Ao todo, foram analisados dados de 16 países, incluindo Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, entre outros.
Os resultados do estudo foram surpreendentes e revelaram que, apesar de avanços significativos nas últimas décadas, a desigualdade de gênero ainda é uma realidade em muitos países. A pesquisa mostrou que, mesmo em países com economias desenvolvidas, como Estados Unidos e Reino Unido, as mulheres ainda enfrentam barreiras para alcançar a igualdade de oportunidades e participação política.
No entanto, o estudo também apontou que alguns países estão avançando na luta pela igualdade de gênero. A Islândia, por exemplo, foi considerada o país com maior igualdade de gênero, seguida pela Noruega e Suécia. Esses países se destacam por terem políticas públicas eficazes para promover a igualdade de gênero e garantir a participação política das mulheres.
Outro dado importante revelado pela pesquisa é que a participação política das mulheres está diretamente relacionada com a igualdade de gênero em um país. Ou seja, quanto maior a igualdade de gênero, maior é a participação política das mulheres. Isso mostra que a luta pela igualdade de gênero é fundamental para garantir uma sociedade mais justa e democrática.
No caso do Brasil, o estudo apontou que ainda há muito a ser feito para promover a igualdade de gênero e aumentar a participação política das mulheres. Apesar de termos uma mulher como presidente por dois mandatos consecutivos, o país ainda enfrenta desafios em relação à igualdade de oportunidades e representatividade feminina na política.
No entanto, é importante ressaltar que o estudo também mostrou que o Brasil tem avançado em alguns aspectos. A participação das mulheres no mercado de trabalho, por exemplo, tem aumentado nos últimos anos. Além disso, o país tem políticas públicas importantes para promover a igualdade de gênero, como a Lei Maria da Penha e a Lei de Cotas para mulheres na política.
A participação do ISCTE nesse estudo é motivo de orgulho para a comunidade acadêmica e para o país. O instituto, que é referência em pesquisa e ensino, mais uma vez contribuiu para o avanço do conhecimento em uma área tão importante como a igualdade de gênero. Além disso, a participação de pesquisadores brasileiros em um estudo internacional mostra o reconhecimento da qualidade da produção científica do país.
É importante destacar que esse estudo não é apenas uma análise da situação atual, mas também uma ferramenta para orientar políticas públicas e ações que visem promover a igualdade de gênero e a participação política das mulheres. Os resultados obtidos podem ser utilizados por governos e organizações para desenvolver estratégias eficazes e promover mudanças positivas na sociedade.
Em resumo, o estudo publicado no British Journal of Sociology é um importante passo para entendermos melhor a relação entre desigualdade de gênero e participação política em diferentes países. Os resultados




