Filho do ex-deputado Rubens Paiva, Marcelo Rubens Paiva é um escritor brasileiro que ficou conhecido não apenas pelas suas obras literárias, mas também pela sua incansável luta pela justiça e pela memória de seu pai, assassinado durante a ditadura militar no Brasil. Recentemente, a adaptação cinematográfica de seu livro “Ainda Estou Aqui” recebeu reconhecimento internacional, ao ser premiada no Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. Neste artigo, vamos conhecer mais sobre a trajetória de Marcelo Rubens Paiva e como sua obra inspirou um dos filmes mais aclamados do ano.
Nascido em São Paulo, em 1959, Marcelo cresceu em meio aos anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Seu pai, Rubens Paiva, era um político e advogado que se opunha ao regime autoritário e foi preso e torturado em 1971. Após a prisão de Rubens, Marcelo e sua família foram obrigados a deixar o país e se exilarem no Chile, onde permaneceram por sete anos. Durante este período, Marcelo teve que se adaptar a uma nova língua e cultura, mas sempre carregando consigo a angústia e a incerteza sobre o destino de seu pai.
Em 1979, com o fim da ditadura no Brasil, a família Paiva retornou ao país e Marcelo pôde reencontrar seu pai, que havia sido solto da prisão, mas ainda sofria com as consequências da tortura. Porém, em janeiro de 1985, Rubens Paiva foi novamente sequestrado e nunca mais foi visto. Com o passar dos anos, Marcelo decidiu transformar sua dor em arte e passou a escrever sobre sua experiência e a de sua família durante a ditadura.
Em 2003, o livro “Ainda Estou Aqui” foi publicado, tornando-se um sucesso de crítica e público. Na obra, Marcelo narra a história de seu pai e sua família, misturando ficção e realidade. O livro é um relato emocionante e sincero sobre a busca por justiça e pela verdade sobre o desaparecimento de Rubens Paiva. Além disso, ele também aborda temas como a censura, a violência do regime militar e as consequências de um país em estado de exceção.
Em 2015, o diretor Fernando Coimbra adaptou o livro para o cinema, em um filme homônimo, que foi lançado em 2016. A obra recebeu críticas positivas e foi selecionada como a representante brasileira para a disputa do Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. Em fevereiro de 2017, “Ainda Estou Aqui” foi premiado com a tão desejada estatueta, tornando-se o primeiro filme brasileiro a vencer nesta categoria desde 1999.
Para Marcelo Rubens Paiva, a adaptação do seu livro para o cinema foi um momento emocionante e também um importante reconhecimento para a sua luta pela memória de seu pai. Em entrevistas, ele afirmou que nunca imaginou que a história de sua família pudesse se tornar um filme e ser reconhecida mundialmente. Além disso, ele também ressaltou a importância de manter viva a memória dos que lutaram contra a ditadura e daqueles que ainda sofreram com suas consequências.
“Ainda Estou Aqui” é um filme tocante e necessário, que traz à tona questões importantes sobre a história do Brasil e a luta pela democracia e pelos direitos humanos. A obra é um reflexo da coragem e da resiliência de Marcelo Rubens Paiva, que transformou sua dor em arte e não se calou diante da injustiça. Além disso, o filme também é um exemplo de como a literatura e




