Autoridade da Concorrência investiga práticas anticoncorrenciais no mercado laboral envolvendo o Grupo Inetum e anuncia ação legal.
A Autoridade da Concorrência, órgão regulador responsável por zelar pela livre concorrência entre empresas no mercado português, anunciou recentemente uma investigação sobre possíveis práticas anticoncorrenciais envolvendo o Grupo Inetum e outras empresas do setor de tecnologia de informação. Segundo a autoridade, essas práticas teriam ocorrido durante, pelo menos, sete anos e prejudicado a livre concorrência no mercado de trabalho.
De acordo com o comunicado divulgado pela Autoridade da Concorrência, a investigação está em andamento e já foram recolhidas evidências suficientes para apontar possíveis condutas anticoncorrenciais praticadas pelo Grupo Inetum e outras empresas do setor de tecnologia da informação. A ação tem como objetivo proteger os interesses dos trabalhadores e da economia do país, garantindo um mercado de trabalho justo e concorrencial.
As práticas anticoncorrenciais descobertas envolvem acordos entre as empresas investigadas com o objetivo de controlar a oferta e a procura de trabalhadores qualificados no mercado, além de combinarem salários e outras condições de trabalho. Essas práticas ilegais prejudicam a livre concorrência e a livre escolha dos trabalhadores, criando um ambiente desfavorável para a negociação de salários e benefícios.
A Autoridade da Concorrência ressalta que a prática desses acordos anticoncorrenciais é extremamente prejudicial para o mercado de trabalho e para a economia como um todo. Além de causar danos aos trabalhadores, que acabam recebendo salários abaixo do mercado, as práticas também afetam outras empresas concorrentes que buscam contratar profissionais qualificados. Com uma oferta de mão de obra restrita, os salários tendem a ser elevados, dificultando a competitividade das empresas no setor.
O Grupo Inetum, principal investigado na ação, divulgou um comunicado informando que vai recorrer da decisão da Autoridade da Concorrência. A empresa alega que não há provas suficientes para comprovar sua participação nas práticas anticoncorrenciais e que todas as suas ações no mercado de trabalho são pautadas pela ética e respeito às leis.
Em sua defesa, o Grupo Inetum também ressalta que tem uma política de recursos humanos transparente e que busca sempre atrair e reter os melhores profissionais do mercado, sem prejudicar a concorrência com outras empresas. Além disso, a empresa destaca que está empenhada em colaborar com as autoridades competentes para que todas as informações necessárias sejam prestadas e o caso seja devidamente solucionado.
O Grupo Inetum é uma empresa de origem francesa, presente em mais de 26 países e atuante no mercado de tecnologia da informação há mais de 25 anos. Em Portugal, a empresa conta com cerca de 1300 funcionários e tem projetos em diversas áreas, como serviços financeiros, administração pública, indústria e saúde.
Com a abertura do processo, a Autoridade da Concorrência dá um importante passo para garantir a livre concorrência no mercado de trabalho em Portugal. A ação visa coibir práticas ilegais e criar um ambiente mais justo e competitivo para os trabalhadores e empresas do setor de tecnologia da informação.
É importante destacar que a investigação ainda está em andamento e todas as partes envolvidas terão a oportunidade de se defender e provar sua inocência. A Autoridade da Concorrência ressalta que, caso sejam comprovadas as práticas anticoncorrenciais, as empresas envolvidas estarão sujeitas a sanções previstas na




