A Associação Portuguesa de Seguradoras (APS) divulgou recentemente um relatório que aponta para um aumento significativo no número de sinistros relacionados com o mau tempo em Portugal. Segundo a APS, os danos indemnizáveis já atingiram a marca de 750 milhões de euros, com cerca de 140 mil participações de sinistros.
Este número alarmante é resultado de uma série de fenômenos meteorológicos extremos que têm afetado o país nos últimos anos. Desde a tempestade Leslie em 2018, que deixou um rastro de destruição em várias regiões, até às recentes inundações e deslizamentos de terra causados pelas chuvas intensas, Portugal tem sido alvo de eventos climáticos cada vez mais severos.
A APS alerta para a necessidade de medidas preventivas e de adaptação às mudanças climáticas, a fim de minimizar os impactos negativos causados por estes fenômenos. No entanto, também ressalta a importância das seguradoras na proteção e recuperação dos danos causados por estes eventos.
Graças ao seguro, muitas famílias e empresas afetadas pelos desastres naturais podem contar com uma ajuda financeira para reparar os danos e retomar suas vidas. A APS estima que, até o momento, cerca de 60% dos sinistros já foram resolvidos e os pagamentos às vítimas ultrapassam os 400 milhões de euros.
Além disso, as seguradoras também desempenham um papel fundamental na prevenção de riscos. Através de campanhas de conscientização e da oferta de seguro contra catástrofes, elas incentivam a adoção de medidas de proteção e segurança por parte dos cidadãos e empresas.
É importante ressaltar que, apesar do aumento nos danos indemnizáveis, a APS destaca que o setor segurador português está preparado para enfrentar estes desafios. Desde 2015, as seguradoras têm vindo a reforçar as suas reservas e a diversificar os seus produtos, de forma a garantir uma maior capacidade de resposta em situações de crise.
O relatório da APS também revela que o seguro automóvel continua a ser a principal categoria de seguros em Portugal, representando cerca de 40% do mercado. No entanto, o seguro de habitação tem vindo a ganhar cada vez mais relevância, principalmente devido à crescente preocupação com os danos causados por fenômenos climáticos.
Com o aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, é esperado que a procura por seguro contra catástrofes continue a crescer. E as seguradoras estão prontas para atender a esta demanda, oferecendo soluções personalizadas e adaptadas às necessidades de cada cliente.
Além disso, a APS tem vindo a trabalhar em conjunto com as autoridades governamentais para encontrar soluções que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir os danos causados por eventos extremos. Uma das iniciativas em curso é o Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, que visa preparar o país para enfrentar os desafios futuros.
Em suma, apesar dos desafios impostos pelo mau tempo em Portugal, a Associação Portuguesa de Seguradoras demonstra que o setor segurador está preparado para enfrentar estas adversidades e continuar a proteger o bem-estar da população. O seguro é uma ferramenta essencial para garantir a estabilidade financeira e a recuperação em momentos de crise, e as seguradoras estão empenhadas em oferecer as melhores soluções para os seus clientes.




