A pandemia do COVID-19 trouxe grandes desafios para a economia mundial, e Portugal não foi exceção. Com o fechamento de empresas e a queda na atividade econômica, muitas organizações, especialmente as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), foram duramente afetadas. Diante dessa situação, o governo português anunciou medidas de apoio, incluindo linhas de crédito para ajudar as empresas a enfrentarem a crise. No entanto, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) expressou sua preocupação com essa opção, afirmando que “não são apoios, são mais endividamento para as empresas”.
A CPPME é uma organização que representa os interesses das MPMEs em Portugal, e tem como objetivo promover o desenvolvimento e a competitividade dessas empresas. Com a crise econômica causada pela pandemia, a confederação tem se dedicado a buscar soluções para minimizar os impactos negativos nas MPMEs e garantir sua sobrevivência. No entanto, a opção do governo pelas linhas de crédito como forma de apoio às empresas tem sido alvo de críticas por parte da CPPME.
Segundo a confederação, as linhas de crédito não são uma solução efetiva para as MPMEs, pois representam apenas mais endividamento para essas empresas. Muitas delas já enfrentavam dificuldades financeiras antes da pandemia, e agora, com a queda nas vendas e a paralisação das atividades, não terão condições de arcar com mais dívidas. Além disso, a burocracia e os critérios exigidos para a obtenção desses empréstimos dificultam ainda mais o acesso das MPMEs a esses recursos.
A CPPME também destaca que as linhas de crédito não são uma solução sustentável para as empresas, pois não resolvem o problema de queda na demanda e na atividade econômica. A confederação defende que é preciso adotar medidas que estimulem a retomada da economia, como a redução de impostos e a criação de incentivos para a manutenção dos empregos. Além disso, a CPPME ressalta a importância de se apoiar as MPMEs de forma direta, por meio de subsídios e isenções, ao invés de apenas oferecer mais crédito.
É importante destacar que a CPPME não é contra a concessão de crédito às empresas, mas sim contra a forma como essa medida está sendo implementada. A confederação defende que é preciso adotar uma abordagem mais abrangente e efetiva para apoiar as MPMEs, que são responsáveis por grande parte dos empregos e da atividade econômica em Portugal. Além disso, a CPPME ressalta que é fundamental que as medidas de apoio sejam implementadas de forma rápida e eficiente, para que as empresas não sejam prejudicadas ainda mais pela demora na liberação dos recursos.
Diante desse cenário, a CPPME tem se reunido com representantes do governo e de outras entidades para discutir alternativas e propor soluções que realmente atendam às necessidades das MPMEs. A confederação tem defendido a criação de um fundo de apoio às empresas, que seria financiado pelo governo e por outras entidades, e que teria como objetivo oferecer subsídios e isenções para as MPMEs. Além disso, a CPPME tem sugerido a criação de programas de incentivo à retomada da atividade econômica, como a redução de impostos e a facilitação do acesso a linhas de crédito com juros mais baixos.
É importante ressaltar que as MPMEs são fundamentais para a economia portuguesa, e é preciso garantir sua sobrevivência




