A Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) é uma entidade que representa o setor de máquinas e equipamentos no Brasil, atuando na defesa dos interesses das empresas e no fomento ao desenvolvimento tecnológico e econômico do país. Recentemente, a ABIMAQ divulgou um estudo que aponta para a perda de competitividade entre as companhias com a redução da jornada de trabalho.
A redução da jornada de trabalho tem sido um tema bastante discutido no Brasil nos últimos anos. Com a aprovação da Lei nº 13.467/2017, conhecida como Reforma Trabalhista, a jornada de trabalho foi flexibilizada, permitindo que as empresas pudessem adotar jornadas de até 12 horas diárias, desde que respeitado o limite de 44 horas semanais. Além disso, a reforma também possibilitou a negociação de acordos individuais entre empregados e empregadores, o que inclui a redução da jornada de trabalho.
No entanto, segundo o estudo da ABIMAQ, a redução da jornada de trabalho pode trazer consequências negativas para a competitividade das empresas brasileiras. Isso porque, com a diminuição da jornada, os custos de produção aumentam, uma vez que as empresas precisam contratar mais funcionários para manter a mesma produtividade. Além disso, a redução da jornada também pode afetar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas, já que o tempo disponível para a realização das atividades é menor.
Outro fator que contribui para a perda de competitividade é o aumento dos encargos trabalhistas. Com a redução da jornada de trabalho, os custos com salários e benefícios aumentam, o que impacta diretamente no preço final dos produtos e serviços. Isso pode tornar as empresas menos competitivas em relação a concorrentes estrangeiros, que muitas vezes possuem uma carga tributária menor.
Além disso, a redução da jornada de trabalho também pode afetar a produtividade dos trabalhadores. Com menos horas disponíveis para a realização das atividades, os funcionários podem se sentir pressionados a cumprir suas tarefas em um tempo menor, o que pode resultar em um aumento do estresse e da sobrecarga de trabalho. Isso pode refletir na qualidade do trabalho e, consequentemente, na competitividade das empresas.
É importante ressaltar que a redução da jornada de trabalho não é uma medida que afeta apenas as empresas. Os trabalhadores também podem ser prejudicados, já que a diminuição da jornada pode resultar em uma redução salarial. Além disso, com a diminuição da produtividade e da competitividade das empresas, pode haver um impacto negativo na geração de empregos e na economia como um todo.
Diante desse cenário, é necessário que sejam encontradas soluções que possam conciliar os interesses das empresas e dos trabalhadores. Uma das alternativas pode ser a adoção de medidas de flexibilização da jornada, como o banco de horas, que permite que as horas trabalhadas a mais sejam compensadas em outro momento, sem a necessidade de contratação de novos funcionários. Além disso, é fundamental que o diálogo entre empregados e empregadores seja incentivado, para que sejam encontradas soluções que atendam às necessidades de ambas as partes.
É importante ressaltar que a competitividade das empresas brasileiras é fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Por isso, é necessário que sejam adotadas medidas que possam garantir a sustentabilidade das empresas e a geração de empregos, sem prejudicar os trabalhadores. A ABIMAQ, como representante do setor de máquinas e equipamentos,




