O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul tem sido alvo de muitas discussões e debates nos últimos anos. Desde que foi anunciado em 2019, o acordo tem gerado expectativas e preocupações em relação aos seus impactos econômicos, sociais e ambientais. No entanto, uma das principais objeções levantadas na época do anúncio do acordo foi em relação à sua sustentabilidade.
Segundo o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa e ex-ministro das Relações Exteriores, Rubens Barbosa, havia uma grande preocupação por parte dos países europeus em relação à sustentabilidade do acordo. Isso porque, naquele momento, o Brasil estava sob o governo de Jair Bolsonaro, que havia sido eleito com uma plataforma política que levantava dúvidas sobre o compromisso do país com a preservação ambiental.
O presidente Bolsonaro já havia declarado em diversas ocasiões que não acreditava nas mudanças climáticas e que não iria se comprometer com metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Além disso, seu governo vinha promovendo uma série de medidas que enfraqueciam os órgãos de fiscalização ambiental e facilitavam a exploração de recursos naturais em áreas protegidas.
Diante desse cenário, os países europeus, que possuem uma legislação ambiental mais rigorosa e uma forte pressão da sociedade civil em relação à sustentabilidade, levantaram objeções em relação ao acordo com o Mercosul. Eles temiam que a falta de compromisso do Brasil com a preservação ambiental pudesse comprometer a imagem e a credibilidade do bloco europeu.
No entanto, Rubens Barbosa afirma que essas objeções foram superadas durante as negociações do acordo. Segundo ele, o Brasil se comprometeu a cumprir o Acordo de Paris e a adotar medidas para reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o acordo prevê a criação de um mecanismo de solução de controvérsias em relação à sustentabilidade, que permitirá aos países europeus monitorar e cobrar o cumprimento desses compromissos.
Outro ponto importante destacado por Barbosa é que o acordo também prevê a inclusão de cláusulas sociais e trabalhistas, que garantem a proteção dos direitos humanos e trabalhistas dos cidadãos dos países envolvidos. Isso mostra que o acordo não se limita apenas a questões econômicas, mas também busca promover um desenvolvimento sustentável e justo para todos.
Além disso, o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa ressalta que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul é uma oportunidade única para o Brasil e os demais países do bloco. Ele destaca que o acordo irá abrir novos mercados e aumentar as exportações, gerando empregos e renda para a população.
Barbosa também enfatiza que o acordo é uma forma de fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional. Com a entrada em vigor do acordo, o país se tornará um dos maiores parceiros comerciais da União Europeia, o que trará mais visibilidade e influência para o Brasil nas negociações internacionais.
Portanto, apesar das objeções levantadas em relação à sustentabilidade do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, é importante destacar que essas preocupações foram superadas durante as negociações. O Brasil se comprometeu a adotar medidas para preservar o meio ambiente e garantir os direitos humanos e trabalhistas, tornando o acordo um instrumento importante para promover um desenvolvimento sustentável e justo para todos




