Como sabemos, Hollywood é a meca do entretenimento, onde muitos artistas sonham em alcançar o sucesso e o reconhecimento. E para os brasileiros, entrar nesse universo sempre foi um grande desafio, principalmente quando se trata de atuar em filmes e séries norte-americanas. Porém, há uma questão que vem sendo bastante discutida e que muitos atores brasileiros têm se posicionado contra: a ideia de usar um sotaque americano em seus trabalhos.
Recentemente, o ator brasileiro Rodrigo Santoro, conhecido por suas participações em produções hollywoodianas como “300” e “Westworld”, compartilhou sua opinião sobre o processo de “entrar em Hollywood”. Em uma entrevista para o programa “Conversa com Bial”, ele rejeitou a ideia de ter que falar com um sotaque americano em seus papéis e afirmou que isso seria uma forma de se afastar de suas raízes e de sua essência como ator.
Para Rodrigo, é importante que os atores brasileiros sejam reconhecidos por sua capacidade de se adaptar a diferentes personagens, sem a necessidade de “americanizar” seus sotaques. Ele ressaltou que cada ator tem sua própria identidade e que o sotaque faz parte de sua construção como artista, não devendo ser visto como um empecilho para alcançar sucesso em Hollywood.
Encontrar um equilíbrio entre manter sua autenticidade e se adequar às demandas de Hollywood é um desafio constante para os atores brasileiros em busca de reconhecimento internacional. Afinal, o sotaque carrega parte da cultura e da história de cada país e é um elemento importante para a riqueza da atuação. Como bem disse Santoro: “O sotaque é uma das ferramentas mais bonitas que a gente tem, é uma ferramenta poderosa para atuar, para se expressar”.
Outro grande nome do cinema brasileiro, Wagner Moura, também compartilha dessa opinião. Em seus trabalhos internacionais, como nas séries “Narcos” e “Sérgio”, ele preferiu manter seu sotaque brasileiro, o que acabou se tornando sua marca registrada e diferencial em suas atuações. Para ele, o sotaque é parte da identidade de um ator e, mesmo interpretando personagens estrangeiros, é possível fazer um trabalho de qualidade sem precisar “americanizar” a sua fala.
Além disso, é importante ressaltar que a obrigatoriedade de adotar o sotaque americano pode ser vista como uma forma de perpetuar o pensamento colonialista de que o inglês é superior ao português e demais línguas de outros países. Ao investir em atores que não possuem sotaque nativo, Hollywood acaba reforçando uma narrativa falsa e limitadora de que apenas aquelas vozes são aceitas e valorizadas no cenário cinematográfico.
Felizmente, temos visto cada vez mais artistas brasileiros se destacando em produções internacionais sem precisar abrir mão de sua identidade linguística. E com o aumento da demanda por produções com diversidade cultural, é possível acreditar que o mercado cinematográfico está cada vez mais aberto para a valorização de diferentes sotaques e culturas.
Por fim, é importante destacar que não há nada de errado em possuir sotaque brasileiro ou qualquer outro sotaque nativo ao interpretar um personagem em Hollywood. Isso apenas reforça a importância da diversidade e da representatividade na arte, e como a identidade de cada ator é fundamental para a construção de um trabalho autêntico e único.
Portanto, devemos valorizar e aplaudir os nossos atores brasileiros que se mantém fiéis às suas raízes e quebram barreiras ao conquistar espaço em Hollywood sem precisar abrir mão de sua identidade linguística. E




