No início de 2020, a companhia aérea brasileira Azul, que era o segundo maior credor da antiga TAP SGPS, acusou a empresa portuguesa de ter causado sua insolvência. Com isso, surgiu um despacho que pretende investigar se a falência da TAP SGPS foi resultado de fatores externos ou se houve culpa por parte dos seus administradores.
A notícia gerou bastante repercussão no setor aéreo e no mercado financeiro, levantando questionamentos sobre a gestão da TAP SGPS e suas possíveis consequências. Mas afinal, o que isso significa e como pode impactar a companhia e seus credores?
Antes de entrarmos nos detalhes dessa situação, é importante entendermos o que é uma falência e como ela ocorre. A falência é um processo jurídico que visa organizar e liquidar os bens e dívidas de uma empresa que não consegue mais cumprir com suas obrigações financeiras. Ela pode ser decretada por iniciativa da própria empresa ou por seus credores, caso seja comprovada sua situação de insolvência.
No caso da TAP SGPS, a Azul alega que a antiga gestão da empresa portuguesa tomou decisões que levaram a companhia à falência, prejudicando seus credores, como é o caso da companhia brasileira. Por outro lado, a TAP SGPS afirma que a insolvência foi causada por fatores externos, como a crise econômica e política no Brasil, que afetou o setor aéreo e consequentemente suas finanças.
É importante destacar que uma das principais funções de um administrador é gerir a empresa de forma a garantir sua saúde financeira e proteger os interesses dos seus acionistas e credores. Diante disso, é natural que exista um questionamento sobre a responsabilidade da antiga gestão da TAP SGPS em relação à sua falência.
O despacho que visa apurar as possíveis causas da insolvência da TAP SGPS surge em um momento crucial para a empresa, que está passando por uma reestruturação desde 2016, quando foi assumida pelo consórcio Atlantic Gateway, formado pelo empresário português Humberto Pedrosa e pelo empresário norte-americano David Neeleman.
Desde então, a companhia tem enfrentado uma forte crise financeira e uma série de desafios, como a necessidade de renegociar suas dívidas e modernizar sua frota. No entanto, mesmo com todos esses obstáculos, a TAP SGPS tem conseguido manter sua operação e até mesmo expandir seus destinos e rotas.
Sendo assim, é preciso analisar com cautela as acusações feitas pela Azul em relação à gestão da TAP SGPS. A companhia portuguesa vem trabalhando arduamente para reverter sua situação e é importante lembrar que o setor aéreo é altamente volátil e suscetível a diversos fatores externos, como crises econômicas e políticas, variações cambiais e até mesmo fenômenos climáticos.
Além disso, é necessário lembrar que a TAP SGPS não é a única companhia aérea a enfrentar dificuldades nos últimos anos. Grandes empresas do setor, como a American Airlines e a Avianca, também passaram por processos de falência ou recuperação judicial. Ou seja, é uma realidade que pode atingir qualquer empresa, independentemente de sua gestão.
É importante destacar que a TAP SGPS tem um papel fundamental para a economia portuguesa, gerando empregos e fomentando o turismo no país. Além disso, a empresa possui uma marca forte e reconhecida internacionalmente, o que pode ser um importante diferencial em sua recuperação.
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