No dia 9 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional Contra a Corrupção. Uma data importante para refletir sobre um tema que ainda é um desafio em nosso país. Porém, apesar dos desafios, a sócia do departamento de Forensics & Integrity da EY, Susana Lencastre, faz um balanço positivo das alterações legislativas e nos incentiva a continuar avançando no combate à corrupção.
Nos últimos anos, o Brasil tem passado por importantes mudanças na legislação, com o objetivo de combater a corrupção em todos os níveis. A criação da Lei Anticorrupção, em 2013, foi um marco importante nesse processo. Desde então, temos visto avanços significativos no combate a esse crime que tanto prejudica o desenvolvimento do nosso país.
Para Susana Lencastre, a criação da Lei Anticorrupção foi um grande passo, mas ainda há muito a ser feito. Ela afirma que “é sempre preciso fazer mais” para garantir uma sociedade mais justa e ética. E é verdade, o combate à corrupção é uma tarefa constante e todos nós somos responsáveis por isso.
Um dos grandes desafios ainda é a conscientização da população sobre a importância de denunciar atos de corrupção. Muitas vezes, por medo ou falta de informação, as pessoas acabam se calando diante de situações de corrupção. Por isso, é essencial que haja campanhas educativas e que a sociedade se sinta encorajada a denunciar esses casos.
Outro ponto fundamental é a transparência nos processos políticos e empresariais. A criação da Lei de Acesso à Informação, em 2011, foi um avanço nesse sentido. Com ela, os cidadãos têm o direito de solicitar informações sobre ações governamentais e empresariais, o que ajuda a prevenir e combater a corrupção.
Além disso, é importante destacar os avanços na área de compliance, ou seja, o conjunto de medidas adotadas pelas empresas para garantir que seus processos sejam éticos e estejam em conformidade com as leis e regulamentações. Cada vez mais, as empresas têm investido em programas de compliance, criando uma cultura de integridade e transparência em suas atividades.
Outro ponto positivo é a colaboração entre órgãos de controle e empresas. Com a criação da figura do acordo de leniência, previsto na Lei Anticorrupção, as empresas podem colaborar com as investigações e fornecer provas em troca de benefícios, como redução de multas. Isso tem se mostrado uma ferramenta eficaz no combate à corrupção, pois incentiva as empresas a denunciarem atos ilícitos e colaborarem com as autoridades.
No entanto, ainda há desafios a serem superados. Um deles é a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle e fiscalização. É preciso que os órgãos responsáveis tenham recursos e estrutura adequados para investigar e punir os casos de corrupção. Além disso, é essencial que a Justiça seja ágil e eficiente, para que os casos não se arrastem por anos sem uma resolução.
Outro ponto importante é a educação. É fundamental que as crianças e jovens sejam educados desde cedo sobre a importância da ética e da honestidade. A escola e a família têm um papel fundamental nesse processo, pois é na infância que se formam os valores e princípios que guiarão as atitudes das pessoas no futuro.
Por fim, é preciso que cada um de nós assuma a responsabilidade de combater a corrupção em nosso dia a dia. Isso significa dizer não a atos ilegais, denunciar casos de cor




