O Brasil é conhecido mundialmente por sua riqueza e diversidade ambiental. No entanto, recentemente, um levantamento realizado pelo projeto MapBiomas revelou uma realidade preocupante: a fragilidade do controle público, a expansão sobre áreas protegidas e a perda de capacidade de regular o setor no país. Esse panorama evidencia a urgência de ações efetivas para a preservação do meio ambiente e a necessidade de fortalecer a governança ambiental no Brasil.
De acordo com os dados do MapBiomas, entre os anos de 1985 e 2019, houve um aumento de 74% no desmatamento das áreas protegidas no país. Isso representa uma perda de mais de 36 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente ao tamanho do estado do Paraná. Esses números são alarmantes e revelam a fragilidade do controle público na fiscalização e proteção dessas áreas.
Além disso, o levantamento também aponta um crescimento exponencial da expansão agrícola sobre áreas protegidas, especialmente na região amazônica. Entre os anos de 2000 e 2019, houve um aumento de 264% no desmatamento nessas áreas, impulsionado principalmente pela pecuária e o cultivo de soja. Esse avanço desenfreado coloca em risco não só a biodiversidade, mas também a vida das populações tradicionais e indígenas que habitam essas regiões.
Outro fator preocupante é a perda de capacidade de regulamentação do setor ambiental no Brasil. O país já foi referência mundial na implementação de políticas e legislações ambientais, como o Código Florestal e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. No entanto, nos últimos anos, tem havido um retrocesso nesse cenário, com a flexibilização de normas e a redução de recursos para a fiscalização e proteção ambiental.
A falta de uma governança ambiental efetiva tem contribuído para o aumento da degradação das áreas protegidas, o que compromete não apenas o meio ambiente, mas também a economia e a imagem do país no cenário internacional. O Brasil é um grande produtor de commodities agrícolas e, portanto, a preservação ambiental é fundamental para manter a competitividade e garantir o acesso aos mercados internacionais.
Para reverter essa situação, é preciso um esforço conjunto de todos os setores da sociedade. O governo, em todas as esferas, deve assumir o papel de protagonista na implementação de políticas públicas que promovam a conservação ambiental e a regularização fundiária. Além disso, é necessário investir em tecnologias e sistemas de monitoramento para aprimorar a fiscalização e combater o desmatamento ilegal.
Por outro lado, é fundamental a conscientização da sociedade para a importância da preservação ambiental e a adoção de práticas sustentáveis em suas atividades cotidianas. A sociedade civil também tem um papel importante na pressão por políticas e ações efetivas na área ambiental. As empresas, por sua vez, devem adotar práticas de produção mais sustentáveis, respeitando as leis e investindo em tecnologias que minimizem o impacto ambiental de suas atividades.
Diante desse cenário, é preciso uma atuação conjunta e urgente de todos os atores envolvidos para garantir a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade do país. É necessário que o governo assuma a responsabilidade de proteger e regular o setor ambiental, a sociedade se conscientize e adote práticas sustentáveis e as empresas se comprometam com a preservação ambiental em suas atividades. Somente com uma atuação integrada e comprometida será possível reverter a fragilidade do controle público, a expansão sobre áreas protegidas e a




