Sandro Rocha, ator brasileiro conhecido por seus papéis em filmes como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite I e II”, recentemente afirmou que essas produções não devem ser “apagadas da memória”. Essa afirmação vem à tona em meio a debates sobre a representação da violência e da criminalidade no cinema brasileiro.
“Cidade de Deus”, lançado em 2002 e dirigido por Fernando Meirelles, é um dos filmes mais aclamados da história do cinema brasileiro. Baseado no livro homônimo de Paulo Lins, o longa retrata a vida de jovens moradores de uma favela no Rio de Janeiro e a realidade do crime organizado na região. Já a trilogia “Tropa de Elite”, dirigida por José Padilha, narra a história de um grupo de policiais de elite que atua no combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Ambos os filmes foram sucesso de público e crítica, além de terem conquistado prêmios em festivais internacionais. No entanto, também foram alvo de críticas por retratarem a violência e a pobreza de forma estereotipada e sensacionalista. Em meio a essas discussões, Sandro Rocha, que interpretou o personagem “Buscapé” em “Cidade de Deus” e o “Capitão Nascimento” em “Tropa de Elite”, defende que essas produções não devem ser esquecidas.
Segundo o ator, os filmes são uma forma de mostrar a realidade de muitos brasileiros que vivem em áreas de risco e enfrentam a violência diariamente. Além disso, ele afirma que essas produções são importantes para que se abram debates e reflexões sobre questões sociais e políticas do país. Sandro Rocha acredita que, ao “apagar” esses filmes da memória, estaria se apagando também a realidade de milhares de pessoas.
Além disso, o ator ressalta que essas produções também geraram oportunidades de trabalho e reconhecimento para muitos artistas brasileiros. Tanto “Cidade de Deus” quanto “Tropa de Elite” contaram com elencos predominantemente compostos por atores desconhecidos, que tiveram a oportunidade de mostrar seu talento e conquistar espaço na indústria cinematográfica.
Outro ponto importante levantado por Sandro Rocha é o impacto cultural e internacional desses filmes. Ambas as produções foram exibidas em diversos países e contribuíram para a divulgação da cultura brasileira no exterior. Além disso, “Cidade de Deus” foi indicado ao Oscar de Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, enquanto “Tropa de Elite” teve uma continuação, “Tropa de Elite II”, que se tornou a maior bilheteria da história do cinema brasileiro.
Diante de todos esses argumentos, fica evidente que Sandro Rocha tem razão ao afirmar que não se pode “apagar a memória” de produções como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite I e II”. Esses filmes são importantes para a cultura brasileira e para a sociedade como um todo, pois abordam questões relevantes e promovem debates e reflexões necessárias. Além disso, são obras que conquistaram o público e a crítica, contribuindo para o reconhecimento do talento dos artistas brasileiros. Portanto, é preciso valorizar e preservar essas produções, que fazem parte da história do cinema nacional.




