Nos últimos anos, temos visto uma crescente pressão da sociedade e da mídia para que as mulheres tenham corpos magros e perfeitos. Infelizmente, essa busca pela magreza extrema tem causado uma série de transtornos alimentares e problemas de autoestima em muitas mulheres ao redor do mundo. No entanto, a semana de moda britânica decidiu tomar uma posição contra essa tendência e celebra corpos reais, reacendendo o debate sobre a diversidade na indústria da moda.
Na semana passada, Londres foi palco da Semana de Moda Britânica, um dos eventos mais importantes do mundo da moda. Marcas renomadas, como Burberry, Gucci e Chanel, apresentaram suas coleções de outono/inverno com uma novidade: modelos de diferentes tamanhos, idades e etnias desfilando nas passarelas. Para muitos, essa foi uma mudança refrescante em uma indústria que há muito tempo tem sido criticada por promover um padrão de beleza inatingível.
A inclusão de modelos com corpos reais é um importante passo para a promoção da diversidade e da aceitação de diferentes tipos de corpos. Afinal, a moda é uma forma de arte que deve ser acessível a todos, independentemente do tamanho, idade ou raça. Ao apresentar uma variedade de corpos nas passarelas, as marcas estão enviando uma mensagem poderosa e positiva para o mundo.
No entanto, é importante lembrar que o conceito de “corpos reais” não se limita a modelos com corpos curvilíneos. Corpos reais são todos aqueles que existem em nossa sociedade e não devem ser classificados como “ideais” ou “imperfeitos”. Por isso, a inclusão de modelos com diferentes tipos de corpos é um passo importante na promoção de uma imagem corporal saudável e na desconstrução de padrões de beleza inatingíveis.
A semana de moda britânica também trouxe à tona a discussão sobre a importância da diversidade na moda. Nos últimos anos, temos visto um aumento na representatividade de diferentes etnias nas passarelas e campanhas publicitárias. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. A inclusão de modelos negros, asiáticos, latinos e de outras etnias ainda é limitada e muitas vezes estereotipada. É preciso uma mudança real na indústria para que a diversidade seja realmente valorizada e representada de forma autêntica.
Além da diversidade de corpos e etnias, a semana de moda britânica também trouxe à tona a importância da inclusão de modelos com diferentes idades. Mulheres mais velhas são frequentemente excluídas da indústria da moda, o que é uma grande perda, considerando que elas representam uma grande parte da população. É encorajador ver grandes marcas como Versace e Victoria Beckham incluindo modelos mais velhas em seus desfiles e mostrando que a idade não deve ser um fator na moda.
O movimento da semana de moda britânica em direção à diversidade e inclusão é um importante lembrete de que a moda não deve ser apenas sobre a imagem, mas também sobre a representatividade e a celebração de todas as formas, tamanhos, etnias e idades. É uma mudança bem-vinda em uma indústria que tem uma grande influência sobre a forma como vemos nosso próprio corpo e que pode ter um impacto positivo na autoestima e na aceitação de si mesmo.
No entanto, é importante lembrar que essa é apenas uma pequena parte de um movimento maior para uma indústria da moda mais diversificada e inclusiva. Ainda há muito trabalho a ser feito, especialmente em relação à inclusão de modelos com deficiência, modelos transgênero e modelos plus size, que




