O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decidiu não comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde tinha depoimento marcado para segunda-feira (23). A decisão foi confirmada por um de seus advogados, Roberto Podval, e está amparada em um despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Mendonça decidiu que o banqueiro não é obrigado a comparecer aos depoimentos, tanto na CPMI do INSS quanto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), marcada para terça-feira (24). O ministro é o relator do caso e entendeu que a presença do banqueiro é facultativa, já que ele está na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Banco Master.
A decisão de Mendonça foi comemorada pelo presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que confirmou o cancelamento da ida do banqueiro à audiência. A pauta da reunião já foi alterada pelo parlamentar.
Além disso, o ministro determinou a devolução dos dados da quebra de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro para a CPMI do INSS. A comissão investiga o suposto envolvimento do banco com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias.
A decisão de Mendonça derrubou a determinação do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, que havia retirado os dados da comissão e determinado que o material fosse armazenado na presidência do Senado. Com a decisão, os dados serão enviados para a Polícia Federal (PF), que também investiga as fraudes no Banco Master. Em seguida, a corporação deverá compartilhar as informações com a CPMI.
O presidente da comissão, Alfredo Gaspar, comemorou a decisão do ministro e a classificou como uma “vitória da transparência”. Ele destacou a importância de se combater a fraude com informações e ressaltou a importância de instituições fortes e pessoas corajosas para investigar até as últimas consequências.
Para entender melhor o caso, em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
As investigações preliminares apontam que as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. Diante disso, é fundamental que as autoridades continuem trabalhando para esclarecer os fatos e punir os responsáveis por essas ações ilegais.
No entanto, é importante ressaltar que a decisão de Daniel Vorcaro de não comparecer às audiências não significa que ele está fugindo de suas responsabilidades. Pelo contrário, é um direito garantido pela lei e amparado pelo ministro do STF. Além disso, é preciso lembrar que o banqueiro é apenas um dos investigados e que a apuração dos fatos deve ser feita de forma imparcial e com base em provas concretas.
O Banco Master é uma instituição financeira de grande importância para o país e tem uma longa história de atuação no mercado. É preciso separar os possíveis erros cometidos por alguns de seus representantes das atividades legítimas e benéficas realizadas pela instituição. Afinal, o banco é responsável por gerar empregos,



