Uma viagem pela história da Academia e as estatuetas que ficaram no passado
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é uma das mais prestigiadas instituições do mundo do entretenimento. Desde sua fundação em 1927, a Academia tem sido responsável por premiar e reconhecer os melhores trabalhos do cinema, tanto na frente quanto atrás das câmeras. No entanto, ao longo dos anos, a Academia também tem sido alvo de críticas e polêmicas, especialmente em relação às suas estatuetas, o famoso Oscar.
A história do Oscar remonta ao início da década de 1920, quando o presidente da Academia, Louis B. Mayer, decidiu criar uma premiação para reconhecer a excelência no cinema. A primeira cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu em 1929, e desde então, o Oscar se tornou o sonho de todos os profissionais da indústria cinematográfica.
No entanto, ao longo dos anos, a estatueta do Oscar tem passado por diversas mudanças e polêmicas. A primeira delas foi em 1938, quando a Academia decidiu padronizar o tamanho e o design da estatueta, para que todas as categorias tivessem o mesmo peso e importância. Antes disso, a estatueta era feita de bronze e coberta com uma fina camada de ouro, o que a tornava muito frágil e propensa a danos.
Outro marco importante na história do Oscar foi em 1943, quando, devido à Segunda Guerra Mundial, a estatueta foi feita de gesso e pintada com uma camada de ouro. Isso foi feito para economizar metal, que era escasso durante o período de guerra. No entanto, após o fim da guerra, os ganhadores puderam trocar suas estatuetas de gesso por uma de metal.
Mas a maior polêmica envolvendo o Oscar aconteceu em 1950, quando o ator mexicano Emiliano Fernández afirmou que a estatueta era uma cópia de uma figura pré-colombiana. A Academia negou veementemente essa afirmação, mas a história acabou ganhando proporções e gerou uma grande discussão sobre a origem e a autenticidade do Oscar.
Apesar das polêmicas, a estatueta do Oscar continua sendo um símbolo de reconhecimento e prestígio no mundo do cinema. E ao longo dos anos, a Academia tem se esforçado para tornar a premiação mais inclusiva e diversificada. Em 1953, pela primeira vez, um ator afro-americano, Sidney Poitier, ganhou o Oscar de Melhor Ator. E em 2002, a Academia premiou Halle Berry como a primeira mulher negra a ganhar o Oscar de Melhor Atriz.
Outra mudança significativa na história do Oscar foi em 2016, quando a Academia anunciou que iria dobrar o número de mulheres e minorias étnicas em suas fileiras até 2020. Essa decisão foi tomada após anos de críticas relacionadas à falta de diversidade entre os indicados e vencedores do Oscar.
Além disso, a Academia também tem se esforçado para incluir novas categorias e reconhecer trabalhos fora dos padrões tradicionais de Hollywood. Em 2001, a categoria de Melhor Animação foi criada, e em 2019, o filme “Pantera Negra” foi o primeiro filme de super-herói a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme.
Apesar das mudanças e polêmicas, o Oscar continua sendo uma das premiações mais importantes e aguardadas do ano. E a estatueta, que já passou por tantas transformações, continua sendo um símbolo de reconhecimento e excelência no mundo do cinema.
Em 2020, a



