O agressor constrói ainda uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. Esta é uma situação que infelizmente é muito comum nos casos de violência contra a mulher, em que o agressor tenta se eximir da culpa e responsabilidade pelos seus atos.
A violência contra a mulher é um tema recorrente na sociedade atual e uma realidade que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Infelizmente, muitas dessas vítimas não denunciam seus agressores por medo, vergonha ou até mesmo por acreditarem que não será feita justiça.
O agressor, por sua vez, utiliza de diversos artifícios para construir uma narrativa que o favoreça e minimize a gravidade dos seus atos. Uma dessas estratégias é se colocar como vítima, invertendo os papéis e culpando a sua companheira pela agressão. Um exemplo disso é quando ele alega que foi provocado por ela, que ela o desrespeitou ou até mesmo que ela estava fazendo algo errado que justificasse sua reação violenta.
Essa narrativa é extremamente danosa, pois além de tentar justificar a violência, coloca a mulher como culpada pelo ocorrido. É uma forma de manipulação que busca desqualificar a vítima, fazendo com que ela se sinta culpada e até mesmo duvide de sua própria capacidade de discernimento entre certo e errado.
É importante ressaltar que a violência contra a mulher não tem justificativa. Nenhuma atitude ou comportamento da companheira pode ser considerada motivo para agressão. O agressor é o único responsável por seus atos e deve ser punido de acordo com a lei.
Além disso, é preciso desconstruir essa ideia de que a agressão é uma reação normal e aceitável diante de determinadas situações. A resolução de conflitos deve ser feita de forma pacífica e respeitosa, sem o uso da violência física ou psicológica.
Infelizmente, a cultura machista ainda é muito presente na sociedade e contribui para que o agressor construa essa narrativa de vitimização. Muitas vezes, as próprias vítimas, por estarem inseridas nessa cultura, podem chegar a duvidar de suas próprias denúncias e acabam aceitando essa versão manipuladora do agressor.
É preciso quebrar esse ciclo de violência e culpabilização da vítima. Para isso, é fundamental que as mulheres tenham acesso à informação e se empoderem para reconhecerem seus direitos e não aceitarem qualquer tipo de violência em seus relacionamentos.
Além disso, é essencial que haja uma rede de apoio efetiva para as vítimas, com políticas públicas que garantam a sua proteção e a punição dos agressores. Também é necessário um trabalho de conscientização da sociedade como um todo, para que se entenda que a violência contra a mulher não é um assunto pessoal, mas sim uma questão social que deve ser combatida por todos.
Em casos de violência, é fundamental que a vítima busque ajuda imediatamente. Não se cale diante da violência, denuncie e procure apoio. Não aceite a narrativa do agressor, pois ele é o único responsável pelos seus atos e não pode se esconder atrás de falsas justificativas.
É preciso falar sobre a violência contra a mulher e desconstruir essa cultura de machismo e opressão. Os agressores não podem continuar se colocando como vítimas e minimizando a gravidade dos seus atos. Juntos, podemos lutar por uma sociedade mais igualitária e segura para todas as mulheres.



