A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal instalou, nesta quarta-feira (4), uma subcomissão para acompanhar as investigações relacionadas às fraudes bilionárias atribuídas ao Banco Master. O caso, considerado a maior fraude bancária da história brasileira, vem causando grande repercussão e preocupação tanto no meio político quanto na população em geral.
A subcomissão, chamada de Comissão do Banco Master, será composta por 13 membros e será coordenada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em entrevista, o senador afirmou que a comissão terá como objetivo principal fiscalizar e acompanhar de perto as investigações relacionadas ao caso, sem nenhum tipo de retaliação ou omissão.
O escândalo envolvendo o Banco Master veio à tona após denúncias de fraudes que poderiam chegar a R$ 17 bilhões. Com isso, diversos pedidos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) surgiram, porém, a CAE decidiu instalar a subcomissão para complementar as investigações que já estão em andamento.
Em entrevista coletiva, o senador Renan Calheiros reforçou que a comissão não será concorrente às CPIs, mas sim um complemento no trabalho de fiscalização, já que é de competência exclusiva da CAE fiscalizar o sistema financeiro. Além disso, a comissão terá poderes para propor a quebra de sigilos bancários e telefônicos, realizar visitas e diligências, além de convocar investigados e testemunhas.
Um dos pontos que serão investigados pela Comissão do Banco Master é a tentativa de compra do banco pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF). Segundo Renan Calheiros, é importante esclarecer se houve pressão por parte do Banco Central para que a compra fosse realizada, mesmo diante das suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master.
O presidente da Comissão do Master também afirmou que irá questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a reunião que teria tido com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo Renan, todos que estiveram presentes na reunião podem colaborar com a comissão, e o objetivo é obter informações que possam ajudar nas investigações.
Outro ponto levantado pelo senador foi a demora do Banco Central em tomar medidas contra o Banco Master, que estava sendo investigado por fraudes. Segundo ele, a instituição demorou a liquidar o banco, o que acabou resultando em prejuízos ainda maiores para investidores e clientes.
A Comissão do Banco Master também irá se reunir com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o assunto. Renan Calheiros destacou que o BC é fundamental para a elucidação dos fatos, já que todas as transações financeiras ficam registradas no sistema. Além disso, o senador também acusou lideranças parlamentares de pressionarem o Tribunal de Contas da União (TCU) para que revertesse a liquidação do Banco Master.
Em meio a tantas denúncias e pedidos de investigação, a população aguarda por respostas e punições para os responsáveis pelas fraudes no Banco Master. O caso, que já é considerado um dos maiores escândalos financeiros do país, deve ser encarado com seriedade e transparência por parte das autoridades competentes.
Diante disso, a Comissão do Banco Master tem um papel importante no esclarecimento dos fatos e na busca por justiça. Com poderes para investigar, a comissão tem o objetivo de garantir que todos os envolvidos sejam respons




