Nesta terça-feira, 16, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista de pré-indicados, chamada de “shortlist”, para as categorias do Oscar 2022. Entre os selecionados, produções e profissionais brasileiros se destacam, aparecendo em cinco categorias diferentes.
O cinema brasileiro recebeu um grande reconhecimento da Academia, com a indicação de “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” na categoria de Melhor Documentário. O filme dirigido por Bárbara Paz conta a história do cineasta argentino Hector Babenco, com destaque para a sua relação com o Brasil e sua luta contra o câncer.
Outra produção brasileira que aparece na lista é o curta-metragem “A Morte Branca do Feiticeiro Negro” de Rodrigo Ribeiro. O filme, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem em Animação, aborda questões étnicas e raciais de forma poética e simbólica.
Na categoria de Melhor Longa-Metragem Internacional, o Brasil também marca presença com o filme “A Última Floresta”, dirigido por Luiz Bolognesi. O documentário retrata a vida de um grupo de indígenas da tribo Yanomami e sua relação com a Floresta Amazônica, levantando questões sobre a preservação da natureza e os conflitos com a sociedade globalizada.
Além das produções, profissionais brasileiros também se destacam na lista da Academia. O diretor, produtor e roteirista Karim Aïnouz aparece duas vezes na lista, com os filmes “Vida Invisível” e “Praia do Futuro”, que concorrem nas categorias de Melhor Longa-Metragem Internacional e Melhor Longa-Metragem Adaptado, respectivamente.
“Vida Invisível” é um drama que retrata a vida de duas irmãs separadas pela sociedade nos anos 50, enquanto “Praia do Futuro” aborda a história de um salva-vidas que se apaixona por um turista alemão. Ambos os filmes foram aclamados pela crítica e já ganharam diversos prêmios ao redor do mundo.
Com tantas produções e profissionais brasileiros entre os pré-indicados ao Oscar, fica claro o crescimento e a importância do cinema nacional no cenário mundial. O Brasil tem uma rica diversidade cultural e histórias para contar, e a presença na lista da Academia é um reflexo disso.
Além disso, é um grande incentivo para que novos artistas e cineastas brasileiros busquem seus sonhos e aprimorem suas técnicas, sabendo que é possível alcançar o reconhecimento internacional. Essa presença no Oscar também pode trazer mais visibilidade e investimentos para a indústria cinematográfica brasileira.
Apesar de ainda ser uma pré-seleção, estar na “shortlist” do Oscar já é uma grande conquista e um passo importante para o cinema brasileiro. Agora, resta torcer para que essas produções e profissionais cheguem à lista final de indicados e, quem sabe, tragam uma estatueta dourada para o nosso país.
O Brasil tem muito a oferecer e a contribuir para o universo do cinema. Parabéns aos selecionados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e que venha o Oscar 2022!




