A violência contra a mulher é um problema grave e recorrente que assola a sociedade brasileira. Diariamente, mulheres são vítimas de diferentes formas de violência, que vão desde agressões físicas e psicológicas até feminicídios, em um cenário que evidencia a profunda desigualdade de gênero ainda presente em nossa sociedade. Diante desse cenário alarmante, é fundamental que a discussão sobre o enfrentamento à violência contra a mulher seja prioridade do governo e um assunto constantemente debatido entre homens e mulheres.
Foi com esse objetivo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a reunião do Conselho de Participação Social, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (16). O presidente ressaltou a importância de uma nova atitude dos homens em relação à questão de gênero e enfatizou que a luta não é apenas das mulheres, mas de todos que desejam um país justo e respeitoso com todas as pessoas.
Lula destacou a necessidade de campanhas efetivas contra a violência e de um trabalho contínuo de educação, que deve começar desde cedo, nas escolas. É fundamental que os meninos aprendam desde cedo a respeitar as mulheres e a não reproduzir comportamentos machistas. A educação é um papel fundamental nesse processo de mudança de mentalidade.
Além disso, o presidente também convocou o Judiciário e o Legislativo a tomarem iniciativas de mudança de cenário, pois a violência contra a mulher é um problema que requer ações de diferentes setores da sociedade. O combate à violência deve ser um esforço conjunto, que envolve o governo, a sociedade e todos os cidadãos.
Um dos aspectos destacados por Lula é a necessidade de entender a violência contra a mulher como um problema estrutural, que tem suas raízes nas desigualdades de gênero e raça presentes em nossa sociedade. Infelizmente, as violações têm crescido em um contexto de ódio, conservadorismo e racismo alimentados pela extrema direita, o que torna a luta contra a violência ainda mais urgente e necessária.
De acordo com dados do Mapa da Violência de 2019, o Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres, com uma taxa de feminicídio de 4,4 homicídios para cada 100 mil mulheres. E, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 70,7% das mulheres assassinadas em 2020 foram vítimas de violência doméstica. É inadmissível que em pleno século XXI, ainda tenhamos que lidar com essa realidade tão cruel e desumana.
Além disso, é importante destacar que as mulheres negras e de sexualidade divergente são as mais afetadas pela violência, o que evidencia a intersecção de opressões e as desigualdades presentes em nossa sociedade. Em um país onde a maioria da população é composta por mulheres negras, é fundamental que haja políticas públicas que contemplem suas especificidades e trabalhem para garantir seus direitos e sua segurança.
Diante desse cenário, é fundamental que o governo se posiciona de forma efetiva e tome medidas concretas para combater a violência contra a mulher. E nesse sentido, a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode ser um passo importante para a promoção da igualdade de gênero e o combate à violência.
O acordo, que deverá ser assinado na cúpula de chefes de Estado no dia 20, em Foz do Iguaçu, representa um marco histórico para a integração econômica entre os dois blocos e envolve um PIB de 22 trilhões de dóla




