Pesca de anchova vai acabar nos Açores, mas aumento significativo no sul de Portugal
O governo português surpreendeu a comunidade pesqueira com um anúncio recente: a pesca total de anchova será proibida nos Açores. No entanto, essa medida será compensada com um aumento de 60% na pesca de anchova no sul da zona marítima portuguesa. Segundo o governo, essa decisão foi tomada após intensas negociações com Espanha e França, que resultaram em trocas favoráveis para o setor pesqueiro do país.
A pesca de anchova é uma atividade tradicional nos Açores e tem grande importância econômica para muitas comunidades costeiras. No entanto, nos últimos anos, a quantidade de anchovas tem diminuído drasticamente devido à sobrepesca e ao aquecimento das águas. Isso tem afetado não apenas os pescadores, mas também a biodiversidade marinha da região.
Diante dessa preocupação, o governo português tomou medidas drásticas para garantir a preservação das espécies de peixes e a sustentabilidade da pesca. A proibição da pesca de anchova nos Açores é apenas uma das muitas ações que estão sendo tomadas para atingir esse objetivo. Além disso, foi necessário fazer algumas negociações com países vizinhos para garantir que a pesca continue sendo uma atividade viável para os pescadores portugueses.
Uma dessas trocas foi um corte de 1% na pesca de tamboril, que será aplicado tanto nos Açores como no sul de Portugal. Embora essa redução possa parecer pequena, ela terá um impacto positivo significativo no estoque dessa espécie, que é considerada vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Além disso, o governo também aceitou uma redução de 55% na pesca do peixe-espada preto, que está em declínio em toda a região e é alvo de preocupações de organizações ambientais.
Com essas trocas, o governo português conseguiu garantir que a pesca de anchova continue sendo uma atividade importante no país. O aumento de 60% na pesca de anchova no sul de Portugal não só compensará a proibição nos Açores, como também trará benefícios econômicos para as comunidades pesqueiras locais. Além disso, a redução na pesca de tamboril e peixe-espada preto ajudará a preservar essas espécies para as gerações futuras.
O governo também está investindo em programas de monitoramento e controle da pesca, garantindo que as cotas sejam respeitadas e que não haja mais sobrepesca. Além disso, serão realizados estudos para entender melhor a dinâmica das espécies marinhas da região e adotar medidas ainda mais eficazes para sua preservação.
Essa decisão do governo português é um grande passo para garantir a sustentabilidade da pesca no país e proteger as espécies marinhas que são tão importantes para o ecossistema. Além disso, mostra o comprometimento de Portugal em cumprir as metas estabelecidas pela Política Comum de Pescas da União Europeia, que visa garantir uma pesca sustentável em toda a região.
É importante ressaltar que essas medidas podem ter impactos econômicos a curto prazo, mas trarão benefícios a longo prazo, garantindo a viabilidade da pesca no país. Além disso, é necessário que a população apoie essas ações e entenda a importância de preservar os recursos marinhos para o futuro.
Portanto, embora a pesca total de anchova vá acabar nos A




