O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado formas de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros e, em uma recente reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), ele propôs a discussão sobre a redução da jornada de trabalho no país. Lula defendeu o fim da jornada 6 por 1, que prevê seis dias de trabalho e apenas um de descanso, e pediu que o Conselhão estude maneiras de viabilizar essa mudança.
Em sua fala, o presidente lamentou o fato de que, apesar dos avanços tecnológicos, a produção não esteja se traduzindo em melhorias na qualidade do trabalho para os funcionários das empresas. Ele lembrou de sua época como sindicalista, quando a Volkswagen tinha 40 mil trabalhadores e produzia 1,2 mil carros, e comparou com a realidade atual, em que a empresa tem apenas 12 mil funcionários e produz o dobro de carros. Isso mostra que a tecnologia está aumentando a produtividade, mas não está sendo revertida em benefícios para os trabalhadores.
O presidente questionou o porquê de não se reduzir a jornada de trabalho em um momento em que a produção está aumentando. Ele ressaltou que diversos países já adotaram a redução da jornada de trabalho e que não há prejuízos nisso. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada está em análise no Congresso Nacional e Lula pediu que o Conselhão estude essa questão com atenção.
O Conselhão é um órgão de assessoramento ao presidente da República, formado por empresários, sindicalistas, pesquisadores, artistas e representantes de movimentos sociais. Em suas reuniões, o grupo elabora estudos e recomendações sobre políticas públicas de diversos temas.
Além da redução da jornada de trabalho, Lula também sugeriu que o Conselhão discuta formas mais eficientes de combate aos crimes de feminicídio e pedofilia. Ele ressaltou a importância de medidas mais duras para punir esses tipos de crimes e citou o recente caso de uma mulher que teve suas pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por um homem em São Paulo.
O presidente também aproveitou a reunião para reiterar suas posições em relação aos gastos e investimentos públicos. Ele questionou por que tudo que o governo faz para melhorar a saúde, a educação ou o meio ambiente é considerado gasto, e ressaltou que investir em pessoas também é um investimento importante. Lula criticou aqueles que reclamam do déficit fiscal e ressaltou que a inflação registrada durante seu mandato será a menor da história do país.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também comentou sobre as cobranças em relação à questão fiscal. Ele enfatizou que o déficit fiscal do atual mandato do presidente Lula será 70% menor do que o do governo anterior e 60% menor do que o governo que o precedeu. Haddad ressaltou que o Brasil é o segundo destino de investimento estrangeiro no mundo e que o governo está dando total transparência para as contas públicas.
Lula também comentou sobre a rejeição do Congresso Nacional aos 52 vetos presidenciais ao Projeto de Lei que elimina ou flexibiliza regras para o licenciamento ambiental. Ele ressaltou que as mudanças na legislação brasileira podem criar problemas para os negócios do agronegócio com outros países. O presidente lamentou a derrubada de seus vetos e ressaltou que, se a bancada do agro tivesse ouvido as argumentações da equipe econômica, isso não teria acontecido.
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