Mulheres na Redemocratização: o protagonismo feminino na luta pela liberdade
No dia 25 de novembro, foi aberta no Senado Federal a exposição “Mulheres na Redemocratização”, que homenageia 36 profissionais e seis representantes no Congresso Nacional que atuaram há 40 anos pela liberdade após o fim do regime militar. O evento marca o início de uma série de atividades que visam reconhecer e valorizar o papel das mulheres na construção da democracia brasileira.
De acordo com as organizadoras do evento, essas mulheres foram fundamentais para a formulação da Constituição de 1988, mesmo sendo muitas vezes invisibilizadas pela sociedade. Entre as homenageadas, está a jornalista Mara Régia di Perna, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pelo programa Viva Maria, da Rádio Nacional de Brasília, desde os anos 1980.
Com mais de 40 anos de carreira no rádio, Mara Régia é uma das comunicadoras mais premiadas do Brasil e sua atuação foi essencial para mobilizar a população durante o período de redemocratização. Em seu discurso na inauguração da exposição, ela relembrou a importância da carta entregue pela sufragista Carmen Portinho ao então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, e como a palavra e a ação dessas mulheres foram fundamentais para a inclusão de direitos iguais para homens e mulheres na Constituição.
É inegável que essas mulheres deixaram um legado de coragem e resistência, que fez toda a diferença na luta pela liberdade e pela democracia. A iniciativa da exposição é da Rede Equidade e do Comitê Permanente de Gênero e Raça do Senado Federal, que buscam revelar o protagonismo feminino em um período de profundas transformações.
Além da exposição, estão previstas outras atividades, como a produção de um documentário e a realização de um seminário no dia 9 de dezembro. O evento, que integra a programação dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, reunirá pioneiras dos movimentos de resistência e contará com três painéis que abordarão temas como os movimentos de mulheres durante a ditadura, as lutas e resistências no campo e nas florestas, e experiências institucionais voltadas ao fortalecimento da democracia com equidade de gênero e raça.
É importante reconhecer e valorizar o papel das mulheres na redemocratização do Brasil. Elas foram fundamentais para a conquista da liberdade e dos direitos iguais, e sua atuação deve ser lembrada e celebrada. A exposição “Mulheres na Redemocratização” é uma forma de reconhecer o protagonismo feminino nesse período tão importante da história do nosso país.
A participação das mulheres na construção da democracia não pode ser minimizada ou esquecida. Elas estiveram presentes em todas as esferas da sociedade, lutando por seus direitos e por um país mais justo e igualitário. Sua voz foi fundamental para mobilizar a população e garantir que as conquistas alcançadas fossem incluídas na Constituição de 1988.
É preciso valorizar e incentivar a participação das mulheres na política e em todos os espaços de poder. A presença feminina é essencial para uma sociedade mais democrática e igualitária, e é fundamental que as conquistas alcançadas pelas mulheres na redemocratização sejam preservadas e ampliadas.
A exposição “Mulheres na Redemocratização” é uma oportunidade de reconhecer e valorizar as pioneiras que lutaram pela liberdade e pela democracia. Que essa iniciativa inspire outras ações que visem promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em nossa sociedade. Juntas




