A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga o crime organizado aprovou, nesta quarta-feira (26), convites para comparecerem à CPI os comandantes da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno. Essa é uma importante iniciativa do Senado para combater o crime organizado no Brasil.
A convocação dos comandantes da Marinha e Aeronáutica é fundamental para entender o papel das Forças Armadas na proteção das fronteiras marítimas e no controle do tráfego aéreo, por onde passa boa parte do tráfico de drogas e armas no país. É importante que os militares possam contribuir com informações e esclarecimentos sobre as ações de combate ao crime nessas áreas.
O senador Eduardo Girão, autor do requerimento para convite dos comandantes, ressaltou a importância da Força Aérea Brasileira (FAB) no monitoramento e fiscalização do espaço aéreo nacional. Sob o comando do tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, a FAB tem um papel fundamental na garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro.
Além dos militares, a CPI também convocou o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. A Meta é a empresa responsável pelo controle das redes sociais Facebook, Instagram e Whatsapp. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, justificou a convocação afirmando que é preciso investigar a possível utilização dessas redes para disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento do crime.
Segundo o relator, documentos internos da empresa revelam que ela tem conhecimento do uso de anúncios para aplicação de golpes e fraudes contra internautas e comércio de ilícitos. Isso é extremamente preocupante e precisa ser investigado. A empresa deve ser questionada sobre as medidas adotadas para coibir essas atividades e sobre o volume de dinheiro movimentado por anúncios fraudulentos e de atividades ilegais no país.
Outro convocado pela CPI é o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal e indiciado por intermediar armas para facção criminosa. A defesa do ex-parlamentar nega as acusações. No entanto, é importante que ele seja ouvido pela CPI para esclarecer sua suposta ligação com o crime organizado.
Além dos convocados, a CPI também aprovou convites para autoridades envolvidas em órgãos que contribuem no combate ao crime organizado, como o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, o secretário especial da Receita Federal, o secretário Nacional de Segurança Pública e o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Essas autoridades podem contribuir com informações e soluções para o enfrentamento do crime organizado no país.
Criada após a repercussão da operação policial no Rio de Janeiro que causou a morte de 122 pessoas, a CPI do Crime Organizado tem como objetivo produzir um diagnóstico das atividades de facções e milícias no Brasil. A partir dessas informações, serão sugeridas mudanças legislativas e políticas públicas para combater essas organizações criminosas.
É importante ressaltar que essa CPI é uma iniciativa positiva do Senado e mostra a preocupação das autoridades com a segurança pública e o combate ao crime organizado no país. A investigação dessas atividades criminosas é essencial para garantir a paz e a ordem em nossa sociedade.
Espera-se que a CPI do Crime Organizado traga resultados efetivos e contribua para




