O mundo da música está sempre em constante evolução e renovação, com artistas inovadores trazendo novas sonoridades e abrindo caminho para novas possibilidades. E um desses artistas que tem se destacado por seu trabalho inovador no violão de 12 cordas e por misturar elementos de música brasileira, jazz e música experimental é o renomado músico brasileiro, Guinga.
Nascido em Madureira, no Rio de Janeiro, em 1950, Guinga, cujo nome verdadeiro é Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, começou a tocar violão aos 14 anos de idade. Influenciado por grandes nomes da música brasileira, como Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto, Guinga desenvolveu um estilo único e inconfundível em seu instrumento.
Mas foi com o violão de 12 cordas que Guinga encontrou sua verdadeira paixão e se destacou no cenário musical. Com uma técnica apurada e um domínio incrível do instrumento, o músico explorou novas possibilidades sonoras e criou um estilo próprio e inovador, que se tornou sua marca registrada.
A mistura de elementos da música brasileira, jazz e música experimental em suas composições trouxe uma sonoridade única e cativante, que conquistou o público e a crítica especializada. Guinga é conhecido por sua habilidade em combinar diferentes ritmos e estilos em suas músicas, criando uma fusão perfeita entre o tradicional e o contemporâneo.
Além de sua técnica exímia no violão, Guinga também é um compositor talentoso e prolífico. Suas letras poéticas e melodias sofisticadas encantam e emocionam os ouvintes. Entre seus maiores sucessos estão “Catavento e Girassol”, “Senhorinha”, “Noturno Copacabana”, “Canção do Amanhecer” e “Choro para Metrônomo”.
Seu trabalho inovador e original lhe rendeu reconhecimento e admiração não só no Brasil, mas também no exterior. Guinga já se apresentou em diversos países, como Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha, Portugal e Japão, levando sua música e sua arte para além das fronteiras.
Além de sua carreira solo, Guinga também já colaborou com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Ivan Lins, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros. Suas composições também foram gravadas por diversos artistas renomados, como Elis Regina, Maria Bethânia, Zizi Possi e Ney Matogrosso.
Com mais de 40 anos de carreira, Guinga continua surpreendendo e encantando o público com sua música inovadora e sua técnica impecável no violão de 12 cordas. Seu legado na música brasileira é indiscutível e seu trabalho é uma inspiração para jovens músicos que buscam explorar novas sonoridades e expandir os horizontes da música.
Em 2018, Guinga foi homenageado com o Prêmio da Música Brasileira na categoria “Melhor Álbum de MPB” pelo seu trabalho no disco “Roendopinho”. O músico também já recebeu outras premiações e reconhecimentos ao longo de sua carreira, mostrando que seu trabalho é valorizado e respeitado pelo público e pela crítica.
Com seu violão de 12 cordas e sua criatividade sem limites, Guinga continua a se reinventar e a surpreender com suas composições inovadoras e sua música que transcende fronteiras e conquista corações. Seu legado é uma prova de que a música é uma arte universal e que a inovação e a experimentação são essenciais para manter a música viva




