A relação entre espaço e arte sempre foi uma questão presente na história da humanidade. Desde as pinturas rupestres até as produções audiovisuais contemporâneas, a arte tem a capacidade de nos transportar para outros lugares e nos fazer refletir sobre o mundo ao nosso redor. No entanto, há artistas que vão além do espaço físico e exploram outras formas de expressão através de sua arte, como é o caso da renomada artista brasileira Adriana Varejão.
Adriana Varejão é uma artista plástica conhecida por sua paixão pela literatura e por sua capacidade de transitar entre diferentes mídias em suas obras, como a pintura, a escultura, a instalação e até mesmo a escrita. Com uma carreira consolidada e reconhecida internacionalmente, a artista já teve suas obras expostas em diversos museus e galerias ao redor do mundo, incluindo o famoso MoMA, em Nova York.
Em suas obras, Varejão explora temas como a colonização, a miscigenação e a identidade brasileira. Uma de suas principais influências é a literatura, que está presente de forma constante em suas criações. Seus trabalhos são carregados de referências à obra de escritores renomados, como Guimarães Rosa e Jorge Luis Borges, o que evidencia a importância da literatura em sua vida e arte.
Em uma entrevista para a revista Veja, Varejão revelou que seu primeiro contato com a literatura foi aos 6 anos de idade, quando sua mãe lhe presenteou com o livro “As Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato. Desde então, a artista nutre uma paixão pela leitura e pela escrita, que se reflete em sua arte de forma única e inovadora.
Mas não é apenas nas suas obras que a literatura está presente na vida de Adriana Varejão. A artista também é conhecida por sua paixão por livros e por sua capacidade de indicar leituras que, muitas vezes, surpreendem e encantam seus fãs. Em uma de suas últimas recomendações, Varejão indicou a obra “Lugar de Fala”, da filósofa e escritora brasileira Djamila Ribeiro.
Publicado em 2017, o livro aborda questões relacionadas ao feminismo interseccional e ao racismo estrutural, utilizando a noção de “lugar de fala” como ponto de partida. Para Adriana Varejão, a obra de Ribeiro é um importante instrumento de reflexão e conscientização sobre as desigualdades presentes na sociedade brasileira. Em suas próprias palavras, ela afirma: “A obra de Djamila nos leva a refletir sobre nossos próprios lugares de fala e como podemos, através da arte e da literatura, lutar por uma sociedade mais justa e igualitária”.
Com essa recomendação, Varejão evidencia não apenas sua admiração pela literatura, mas também seu compromisso em utilizar a arte como um meio de conscientização e transformação social. Através de suas obras, a artista busca dialogar com questões urgentes e promover um debate sensível e crítico sobre a realidade brasileira.
Além disso, ao recomendar obras literárias, a artista também evidencia sua preocupação em compartilhar conhecimento e incentivar o hábito da leitura. Em tempos de tantas distrações e informações superficiais, é fundamental valorizar a literatura como uma ferramenta de construção de pensamento crítico e ampliação de horizontes.
Adriana Varejão nos mostra que a arte não tem limites e pode ser expressa de diversas formas. Sua paixão pela literatura e sua capacidade de dialogar com diferentes mídias nos inspira a explorar novas possibilidades e a enxergar o mundo de




