O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto se recusou a responder as perguntas do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os desvios em descontos de aposentados e pensionistas nesta segunda-feira (13). A negativa gerou um impasse e a reunião foi suspensa para tratativas do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG) com a defesa da testemunha.
Stefanutto foi exonerado do cargo em abril, logo após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, revelar as fraudes contra aposentados e pensionistas. Desde então, ele tem sido alvo de investigações e questionamentos sobre sua gestão à frente do INSS.
No entanto, durante seu depoimento na CPMI, Stefanutto se mostrou confiante e respondeu a todas as perguntas de forma clara e objetiva, exceto as que poderiam incriminá-lo. Ele destacou as medidas tomadas durante sua gestão para resolver problemas como a fila de análise de benefícios e os desvios relacionados a descontos associativos de aposentados e pensionistas.
O ex-presidente do INSS também fez questão de elogiar os servidores da autarquia, ressaltando que eles são verdadeiros heróis por entregarem um serviço de qualidade mesmo sem receberem o reconhecimento necessário. Ele também afirmou que não há nenhum ponto em sua gestão que possa ser questionado e se mostrou disposto a responder todas as perguntas sobre os descontos associativos, desde que feitas de forma respeitosa.
No entanto, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, iniciou as perguntas de forma agressiva, questionando quando Stefanutto começou a trabalhar no serviço público. O ex-presidente do INSS se recusou a responder, alegando que a pergunta era um julgamento prévio e que ele não iria se incriminar. Gaspar chegou a ameaçar pedir a prisão de Stefanutto por falso testemunho, mas após um recesso, os trabalhos foram retomados com o entendimento de que apenas perguntas não incriminatórias seriam feitas.
Stefanutto respondeu a todas as perguntas de forma detalhada, demonstrando seu conhecimento e experiência no serviço público. Ele explicou que entrou no serviço público em 1992, trabalhou na Receita Federal e, em 1999, fez a prova para procurador autárquico do INSS, ingressando no órgão em 2000. O ex-presidente também detalhou os cargos que ocupou durante sua carreira.
É importante destacar que Stefanutto foi exonerado do cargo em abril, logo após as investigações revelarem as fraudes contra aposentados e pensionistas. No entanto, durante seu depoimento na CPMI, ele se mostrou tranquilo e confiante, respondendo a todas as perguntas de forma transparente e demonstrando seu comprometimento com o serviço público.
Além disso, é importante ressaltar que a atuação dos servidores do INSS é fundamental para a sociedade, mesmo com a falta de reconhecimento. Eles são verdadeiros heróis por entregarem um serviço de qualidade, mesmo diante de tantas dificuldades. É preciso valorizar e reconhecer o trabalho desses profissionais, que se dedicam diariamente para garantir os direitos dos aposentados e pensionistas.
Em relação às investigações sobre os desvios de descontos de aposentados e pensionistas, é preciso que tudo seja esclarecido e os responsáveis sejam punidos de forma rigorosa. O INSS é um órgão importante para a sociedade e não pode ser alvo de fraudes e corrupção. É necessário que medidas sejam tomadas para garantir




