O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um excedente de 0,2% para a economia portuguesa este ano, um sinal positivo que indica uma recuperação da crise econômica causada pela pandemia. No entanto, a Comissão Europeia, o Banco de Portugal (BdP), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Conselho de Finanças Públicas (CFP) apontam para um défice em 2026. Mas o que essas previsões significam e como podemos interpretá-las?
Para entender melhor essas projeções, é importante entender o que é o excedente e o défice nas contas públicas. O excedente é quando o governo arrecada mais recursos do que gasta, enquanto o défice é o oposto, ou seja, quando o governo gasta mais do que arrecada. Ambos são indicadores importantes da saúde financeira de um país e influenciam diretamente a sua economia e o bem-estar da população.
Começando pela previsão do FMI, o excedente de 0,2% para este ano é um resultado positivo, pois indica que o governo português está conseguindo controlar suas despesas e aumentar suas receitas. Isso é fruto de medidas de austeridade adotadas nos últimos anos, como o aumento de impostos e a redução de gastos públicos. Além disso, a recuperação econômica pós-pandemia também contribui para esse resultado, com um aumento da atividade econômica e consequentemente, uma maior arrecadação de impostos.
No entanto, a Comissão Europeia, o BdP, a OCDE e o CFP apontam para um défice em 2026. Mas por que essas previsões são diferentes? É importante lembrar que essas instituições utilizam metodologias diferentes para fazer suas projeções, além de considerarem diferentes cenários econômicos. Além disso, as previsões também podem ser influenciadas por fatores externos, como uma possível crise econômica global.
Apesar das divergências de previsões, é importante ressaltar que todas elas apontam para uma tendência de melhora nas contas públicas portuguesas. O FMI, por exemplo, prevê que o país terá um saldo nulo em 2026, ou seja, um equilíbrio entre receitas e despesas. Já a Comissão Europeia, o BdP, a OCDE e o CFP apontam para um défice, mas com uma tendência de queda em relação aos anos anteriores.
Essas projeções refletem o esforço do governo português em melhorar a situação econômica do país. Além das medidas de austeridade, o governo também tem investido em reformas estruturais para aumentar a competitividade da economia e atrair investimentos. Além disso, o país tem se beneficiado dos fundos europeus, que têm impulsionado o crescimento econômico e ajudado a reduzir o endividamento público.
É importante lembrar que as contas públicas são um reflexo da situação econômica de um país. Quando as finanças públicas estão equilibradas, isso significa que a economia está saudável e que há condições para investimentos e geração de empregos. Por outro lado, um défice excessivo pode levar a um aumento da dívida pública e consequentemente, a uma instabilidade econômica.
Portanto, apesar das previsões divergentes, é importante que o governo português continue trabalhando para manter o equilíbrio das contas públicas e garantir uma recuperação econômica sustentável. Além disso, é necessário que a população também faça a sua parte, pagando seus impostos e contribu




