No dia 20 de julho, o Brasil perdeu uma grande artista, a cantora e compositora Beth Carvalho. Horas após a notícia de sua morte, um sermão realizado por um religioso causou indignação e revolta nas redes sociais. O religioso, cujo nome não foi divulgado, zombou da religião de matriz africana seguida pela família de Beth Carvalho, ironizando a fé nos orixás.
A atitude do religioso foi considerada desrespeitosa e preconceituosa por muitos, gerando uma onda de críticas e repúdio. Afinal, em um momento de luto e dor, é inadmissível que alguém utilize sua posição de influência para propagar discursos de ódio e intolerância.
A religião de matriz africana, também conhecida como candomblé e umbanda, é uma das principais manifestações culturais e religiosas do Brasil. Ela é praticada por milhões de brasileiros, sendo uma parte importante da identidade e da história do nosso país. Portanto, é inaceitável que ainda existam pessoas que a desrespeitem e a ridicularizem.
O sermão do religioso em questão é um exemplo claro de intolerância religiosa, um problema que infelizmente ainda é muito presente em nossa sociedade. É importante lembrar que a liberdade de crença é um direito fundamental garantido pela Constituição brasileira, e qualquer tipo de discriminação ou desrespeito a uma religião é uma violação desse direito.
Além disso, é preciso destacar que a religião de matriz africana é uma religião de paz, amor e respeito. Seus praticantes acreditam em um Deus único e em divindades que representam forças da natureza, como o mar, o fogo e a terra. Não há espaço para ódio ou intolerância em uma religião que prega a união e a harmonia entre todos os seres humanos.
Beth Carvalho, em vida, foi uma grande defensora da cultura e da religião de matriz africana. Ela sempre exaltou suas raízes e sua fé, sendo uma voz importante na luta contra o preconceito e a discriminação. Sua música e sua arte foram instrumentos de resistência e de valorização da cultura afro-brasileira.
Portanto, é lamentável que em um momento de despedida de uma grande artista, tenhamos que presenciar esse tipo de atitude. É preciso que todos nós, como sociedade, nos unamos para combater a intolerância religiosa e promover o respeito e a diversidade.
Felizmente, a maioria das manifestações nas redes sociais foram de apoio e solidariedade à família de Beth Carvalho e à religião de matriz africana. Isso mostra que ainda há esperança e que a mensagem de amor e respeito pregada por essa religião está sendo disseminada.
Em tempos de polarização e discursos de ódio, é fundamental que sejamos agentes de mudança e promovamos a tolerância e o diálogo entre diferentes crenças e culturas. Afinal, somos todos iguais perante Deus e merecemos respeito e dignidade, independentemente de nossas escolhas religiosas.
Que a memória de Beth Carvalho nos inspire a seguir lutando por um mundo mais justo e igualitário, onde a diversidade seja celebrada e o amor prevaleça. E que o exemplo do religioso que zombou da religião de matriz africana seja um alerta para que não permitamos que o preconceito e a intolerância se propaguem.
Em nome da paz e do respeito, que possamos seguir os ensinamentos de Beth Carvalho e de todas as religiões que pregam o amor e a união entre os seres humanos. Que a memória da grande artista e defensora da cultura afro-brasile




