A música é uma forma de arte poderosa que tem o poder de influenciar e moldar nossas opiniões e perspectivas. Muitas vezes, as letras de uma música podem transmitir mensagens profundas e até mesmo mudar conceitos enraizados em nossa sociedade. Recentemente, uma nova versão de uma música icônica tem causado impacto e gerado discussões sobre questões de gênero e igualdade. A canção em questão é “Menino”, do cantor e compositor carioca Guilherme Arantes, que ganhou uma nova roupagem com uma importante mudança em sua letra.
A versão original da música, lançada em 1982, trazia o verso “já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino, de um menino”. No entanto, em uma nova gravação, o cantor substituiu a palavra “menino” por “menina”, transformando o verso em “já que pra ser homem tem que ter a grandeza de uma menina, de uma mulher”. A mudança pode parecer sutil, mas tem um significado muito profundo e importante.
A letra original da música carrega uma mensagem de empoderamento para os meninos, valorizando características como coragem, força e bravura, muitas vezes associadas ao gênero masculino. No entanto, essa mensagem também pode ser vista como limitante e reforçar estereótipos de gênero, uma vez que exclui as meninas e suas qualidades. Ao trocar a palavra “menino” por “menina”, a nova versão da música passa a incluir as mulheres e a valorizar suas características, como sensibilidade, empatia e força emocional.
Essa mudança na letra da música é uma reflexão da luta pela igualdade de gênero que vem sendo travada nos últimos anos. Cada vez mais, as pessoas estão questionando e desconstruindo os padrões de gênero impostos pela sociedade, que muitas vezes limitam o desenvolvimento e a liberdade de cada indivíduo. A nova versão de “Menino” é um exemplo de como a arte pode ser utilizada para promover mudanças e despertar reflexões sobre questões importantes.
Além disso, a alteração na letra da música também é uma forma de incentivar meninos e meninas a serem quem eles realmente são, sem se prender a padrões impostos pela sociedade. Afinal, não há uma única forma de ser homem ou mulher, e é importante quebrar esses estereótipos e permitir que cada indivíduo se expresse de maneira autêntica e livre de julgamentos.
A mudança na letra de “Menino” também é uma maneira de promover a igualdade de gênero, mostrando que homens e mulheres podem ter as mesmas qualidades e que não há nada de errado em ser sensível, empático ou emocional. Essas características são essenciais para a construção de uma sociedade mais humana e igualitária.
É importante ressaltar que essa nova versão da música não busca diminuir ou desvalorizar os meninos, mas sim incluir as meninas e promover uma visão mais ampla e igualitária do que é ser homem ou mulher. Afinal, todos nós temos qualidades que vão além dos estereótipos de gênero, e é preciso reconhecer e valorizar isso.
A mudança na letra de “Menino” também é uma forma de combater a cultura do machismo, que ainda está presente em nossa sociedade e muitas vezes é perpetuada pela música e outras formas de arte. Ao substituir a palavra “menino” por “menina”, o cantor Guilherme Arantes dá um importante passo em direção à igualdade de gênero e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Em tempos de debates acalorados sobre questões de gênero e igualdade,




