Nos últimos anos, a tecnologia tem avançado a passos largos e tem mudado a forma como realizamos as nossas transações financeiras. Cada vez mais, as opções digitais têm ganhado espaço e se tornado uma forma prática e rápida de realizar pagamentos. No entanto, para cerca de 3 milhões e meio de portugueses, essas opções ainda não são uma realidade.
Para muitos, os pagamentos por MB Way, contactless, carteiras digitais, plataformas online, transferências eletrónicas ou qualquer outro meio digital ainda são algo distante e inacessível. Isso se deve principalmente à falta de conhecimento e de acesso a essas tecnologias, que acabam excluindo uma grande parcela da população.
Mas por que isso acontece? Por que tantas pessoas ainda não têm acesso a essas formas de pagamento? A resposta é simples: a exclusão digital. Esse termo se refere à falta de acesso e de conhecimento sobre tecnologias digitais, o que acaba gerando uma desigualdade social.
Para muitos portugueses, especialmente os mais velhos, a tecnologia ainda é vista com desconfiança e medo. Muitos não se sentem confortáveis em realizar transações financeiras através de meios digitais e preferem o tradicional dinheiro em mãos. Além disso, a falta de conhecimento sobre como utilizar essas ferramentas também é um fator limitante.
Outro fator que contribui para a exclusão digital é a falta de acesso à internet e a dispositivos tecnológicos. Para muitas famílias portuguesas, ter um computador ou um smartphone ainda é um luxo, o que dificulta o acesso a essas tecnologias.
Mas é importante ressaltar que a exclusão digital não se limita apenas aos pagamentos digitais. Ela também afeta o acesso a serviços básicos, como saúde, educação e informação. Com a pandemia do COVID-19, por exemplo, muitas pessoas foram obrigadas a realizar consultas médicas e aulas online, o que acabou excluindo aqueles que não tinham acesso à internet ou a dispositivos tecnológicos.
Entretanto, é preciso destacar que a exclusão digital não é uma realidade apenas em Portugal. Em todo o mundo, milhões de pessoas ainda não têm acesso à tecnologia e, consequentemente, são excluídas de diversas oportunidades.
Mas o que pode ser feito para combater a exclusão digital? A resposta é investimento em educação e inclusão digital. É preciso que o governo e as empresas invistam em programas e projetos que promovam o acesso e o conhecimento sobre tecnologias digitais. Além disso, é importante que essas ferramentas sejam cada vez mais acessíveis e fáceis de serem utilizadas.
Também é fundamental que haja uma mudança de mentalidade por parte da população. É preciso que as pessoas entendam que a tecnologia pode ser uma aliada e não uma ameaça. Afinal, as formas digitais de pagamento trazem inúmeros benefícios, como praticidade, segurança e agilidade.
É importante ressaltar que a inclusão digital não se trata apenas de disponibilizar tecnologias, mas também de ensinar as pessoas a utilizá-las de forma consciente e segura. É necessário promover a educação digital, para que as pessoas saibam como se proteger de golpes e fraudes.
Além disso, a inclusão digital também pode trazer benefícios econômicos. Com mais pessoas utilizando meios digitais de pagamento, é possível reduzir os custos com impressão de dinheiro e a circulação de notas falsas. Além disso, o aumento da inclusão digital pode impulsionar o comércio online e gerar mais empregos no setor de tecnologia.
Portanto, é fundamental que a exclusão digital seja combatida e que todos tenham acesso às tecnologias digitais. A inclusão digital é um direito




