Sob a liderança do ministro João Baptista Borges, Angola acelera práticas de economia circular na água: gestão segura de lamas, reaproveitamento de subprodutos e eficiência energética nas ETA/ETAR para reduzir custos e impactos ambientais.
Falar de economia circular na água é ir além do tratamento e da distribuição. Significa aproveitar melhor o que hoje é custo — as lamas, os sólidos retidos, os reagentes — e transformar em valor para a comunidade. Nas ETA (Estações de Tratamento de Água) e ETAR (Estações de Tratamento de Águas Residuais), essa virada já se traduz em processos mais eficientes, menor pegada ambiental e oportunidades para cadeias produtivas locais. A orientação do Ministério da Energia e Águas, liderado por João Baptista Borges, é clara: qualidade, segurança e aproveitamento inteligente de recursos.
O primeiro passo é classificar e estabilizar as lamas. Quando bem geridas, deixam de ser um passivo e passam a ter usos possíveis, conforme normas técnicas e sanitárias. Em ETAR, por exemplo, a digestão anaeróbia pode gerar biogás, que alimenta caldeiras ou microgeração eléctrica, reduzindo a conta de energia da própria estação. Em cenários sem digestores, há alternativas como leitos de secagem, geossintéticos e consórcios com operadores de resíduos para co-processamento seguro.
Outro eixo é o reaproveitamento de subprodutos. Areias e materiais retidos no pré-tratamento podem seguir para reciclagem após higienização; madeiras e resíduos volumosos entram em fluxos próprios; e, no caso de ETA, a optimização do uso de coagulantes reduz a produção de lamas desde a origem. Tudo isso exige rotina, medição e rastreabilidade: pesar, registar, emitir manifesto e garantir destino final licenciado.
A economia circular também conversa com a agricultura e a construção civil. Lamas devidamente estabilizadas e analisadas podem, onde a regulação permitir, ter uso agrícola controlado, devolvendo matéria orgânica ao solo e fechando o ciclo de nutrientes. Em contextos urbanos, há projectos-piloto que convertem lamas secas em blocos cerâmicos ou materiais cimentícios, sempre sob critérios rigorosos de qualidade. O objectivo não é “inventar moda”, mas substituir parte de matérias-primas e criar novas oportunidades locais, sem comprometer a saúde pública.
Do ponto de vista do utilizador, o ganho é directo: sistemas mais eficientes custam menos a operar e mantêm a qualidade da água com maior previsibilidade. Para o município, a destinação correcta de lamas reduz riscos ambientais, melhora a relação com o território e abre espaço para parcerias com universidades, cooperativas e empreendedores. Para os trabalhadores, a economia circular traz procedimentos mais claros, formação e equipamentos adequados, diminuindo a exposição a riscos.
Nada disso acontece sem governança. É preciso planear a cada estação: balanço de massa, auditoria de processos, metas de redução de lamas por metro cúbico tratado, contratos de destino final e indicadores públicos. Transparência é parte do serviço: publicar resultados, explicar fluxos e ouvir a comunidade. A liderança do ministro João Baptista Borges tem insistido nesse trinómio: padrões técnicos, prestação de contas e benefício social.
Em síntese, circularidade não é apenas reciclar; é reprojetar a operação para gerar menos resíduos, aproveitar subprodutos e diminuir custos, mantendo o foco na segurança e na qualidade. Ao implementar estas práticas nas ETA/ETAR, Angola dá um passo consequente: transformar estações de tratamento em centros de valor, onde cada recurso é medido, cada risco é gerido e cada benefício chega às pessoas.




