Depois de anos sendo referência mundial em vacinação, o Brasil voltou a figurar no ranking de países com mais crianças não vacinadas. Um triste cenário para um país que já foi exemplo na prevenção de doenças e proteção da população. Mas o que levou a essa realidade preocupante? O que aconteceu com o sucesso da vacinação em nosso país?
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2019, cerca de 17 milhões de crianças brasileiras não estão com o calendário de vacinação em dia. Isso representa mais de 25% da população infantil do país. Esses números são alarmantes e nos mostram que algo de errado está acontecendo.
A vacinação é uma ferramenta fundamental na prevenção de doenças e na proteção da população. Ela é responsável por reduzir a incidência de doenças como sarampo, rubéola, poliomielite, entre outras, e por evitar milhares de óbitos a cada ano. No Brasil, graças ao sucesso da vacinação, muitas doenças foram erradicadas e outras controladas. Isso é fruto de um esforço conjunto entre governo, profissionais de saúde e a população.
Então, o que aconteceu para que essa realidade mudasse? Infelizmente, podemos apontar alguns fatores que contribuíram para o aumento da taxa de crianças não vacinadas no Brasil. Um dos principais é o surgimento de movimentos anti-vacina, que propagam informações falsas e sem embasamento científico sobre os riscos das vacinas. Esses movimentos têm ganhado força nas redes sociais e causado confusão e insegurança nos pais na hora de vacinar seus filhos.
Outro fator importante é a falta de informação adequada por parte do governo. Com a descontinuidade de campanhas de conscientização e o enfraquecimento da rede de atendimento básico de saúde, muitas famílias não são devidamente orientadas sobre a importância da vacinação e as consequências da falta dela. Além disso, a falta de investimentos em infraestrutura e logística, dificulta o acesso das famílias mais vulneráveis às vacinas.
É preciso ressaltar também a questão da desinformação, que afeta especialmente as comunidades mais pobres e periféricas. Nesses locais, muitas famílias não têm acesso à internet e às informações confiáveis, ficando vulneráveis às notícias falsas e aos boatos que circulam. Isso acaba gerando dúvidas e medos em relação às vacinas e contribui para o aumento da taxa de crianças não vacinadas.
Diante desse cenário, é fundamental que o governo tome medidas efetivas para reverter essa situação. É preciso investir em campanhas de conscientização e informação, com o objetivo de combater os movimentos anti-vacina e esclarecer a população sobre a importância da vacinação. Além disso, é necessário fortalecer a rede de atendimento básico de saúde, garantindo o acesso de todas as famílias às vacinas.
A educação também desempenha um papel fundamental nesse contexto. É preciso que as escolas promovam a conscientização sobre a importância da vacinação, ensinando desde cedo às crianças sobre os benefícios das vacinas e a importância da prevenção de doenças.
Outro ponto importante é a parceria com os veículos de comunicação. É preciso que a mídia ajude a disseminar informações corretas sobre as vacinas e combata as notícias falsas que circulam nas redes sociais. Os meios de comunicação têm um papel fundamental na disseminação da informação e podem ser grandes aliados na luta contra a desinformação.
É importante ressaltar que a vacinação é um direito garantido por lei e é dever do Estado




