Infraestruturas de Portugal prevê serem necessários cinco anos para começar a transportar passageiros no troço entre Campanhã e Oiã. A Mota-Engil, líder do consórcio responsável pelo projeto, insiste na construção de duas pontes sobre o rio Douro e não define o local da estação de Gaia no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Este anúncio surge após a recente aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que inclui um investimento de 1,5 mil milhões de euros para a modernização da Linha do Norte, um dos principais eixos ferroviários do país. A Infraestruturas de Portugal, empresa pública responsável pela gestão e desenvolvimento da rede ferroviária nacional, apresentou o seu plano de ação para a modernização deste troço, que se estende desde Campanhã, no Porto, até Oiã, no distrito de Aveiro.
No entanto, a Mota-Engil, empresa líder do consórcio responsável pela construção deste troço, insiste na necessidade de construção de duas pontes sobre o rio Douro, uma para a linha ferroviária e outra para a rodovia. Esta posição tem gerado alguma controvérsia, uma vez que a Infraestruturas de Portugal defende que apenas uma ponte é suficiente para ambas as vias de transporte, o que representaria uma poupança significativa nos custos do projeto.
Outro ponto que tem gerado polémica é a indefinição do local da estação de Gaia. De acordo com o projeto apresentado pela empresa pública, a estação seria construída em Vila Nova de Gaia, na zona de Coimbrões. No entanto, no comunicado enviado à CMVM, a Mota-Engil não menciona o local exato da estação, o que tem gerado alguma preocupação por parte dos habitantes da região.
Apesar destas questões, a Infraestruturas de Portugal mantém-se otimista em relação ao cumprimento dos prazos estabelecidos para a conclusão deste troço. Segundo a empresa, os estudos prévios já estão concluídos e o projeto de execução está em fase final, o que permitirá o início das obras ainda este ano.
A modernização da Linha do Norte é um projeto de extrema importância para o desenvolvimento do país, uma vez que esta é uma das principais vias de transporte de mercadorias e passageiros. Com a conclusão deste troço, prevê-se uma melhoria significativa na qualidade e eficiência do serviço ferroviário, tornando-o mais atrativo para os utilizadores.
Além disso, a modernização da Linha do Norte irá contribuir para a redução da dependência do transporte rodoviário, o que terá um impacto positivo no meio ambiente, ao diminuir a emissão de gases poluentes. Este investimento também terá um impacto económico significativo, uma vez que irá facilitar o transporte de mercadorias e promover o desenvolvimento de regiões mais interiores do país.
A Infraestruturas de Portugal tem sido alvo de críticas por parte de alguns setores da sociedade, que questionam a sua capacidade de cumprir os prazos e garantir a qualidade das obras. No entanto, a empresa tem demonstrado um forte empenho e dedicação na modernização da rede ferroviária nacional, tendo já concluído com sucesso vários projetos de grande envergadura.
Assim, é importante que a Mota-Engil e a Infraestruturas de Portugal cheguem a um consenso em relação às questões pendentes, de forma a garantir a conclusão deste troço dentro dos prazos estabelecidos e com a máxima qualidade. É fundamental que ambas as entidades trabalhem em conjunto, com




