O Cometa interestelar 3I/ATLAS pode ser considerado um visitante muito especial em nosso sistema solar. Estudos recentes sugerem que ele pode ser um dos cometas mais antigos já observados, com uma idade estimada de bilhões de anos. Além disso, os astrônomos acreditam que ele pode se tornar o cometa mais brilhante em décadas, desenvolvendo uma cauda espetacular nos próximos meses. Esses fatos intrigantes têm despertado o interesse da comunidade científica e do público em geral, tornando o 3I/ATLAS um tópico muito discutido na mídia.
O Cometa 3I/ATLAS foi descoberto em dezembro de 2019, pelos astrônomos havaianos do projeto Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS), que possui dois telescópios automatizados localizados no Havaí e em Mauna Loa. O cometa foi nomeado após o projeto de onde foi descoberto – 3I significando “interstellar”, já que foi o terceiro objeto interestelar a ser descoberto após o asteroide Oumuamua e o cometa 2I/Borisov. Isso significa que o 3I/ATLAS não se originou em nosso próprio sistema solar, mas veio de um sistema planetário distante e está fazendo sua primeira passagem pela Terra.
A princípio, o 3I/ATLAS foi classificado como um cometa comum, com uma órbita elíptica ao redor do Sol. No entanto, quando os astrônomos estudaram sua órbita mais de perto, eles descobriram algo surpreendente: o cometa se originou de um grupo de cometas conhecido como “nuvem de Oort”, que está localizado a cerca de um ano luz de distância do Sol, em direção ao centro da nossa galáxia. Isso significa que o 3I/ATLAS tem uma órbita altamente excêntrica, que leva o cometa muito perto do Sol e depois de volta para as profundezas do espaço interestelar. É essa órbita única que sugere que o cometa pode ser um dos mais antigos já observados.
A idade dos cometas pode ser estimada pela quantidade de materiais voláteis que eles contêm – como gelo, gás e poeira. Com as altas temperaturas próximas do Sol, esses materiais voláteis são liberados e formam a cauda brilhante que vemos da Terra. Com o tempo, os cometas mais antigos tendem a perder esses materiais voláteis, diminuindo a intensidade de suas caudas. No entanto, os astrônomos descobriram que o 3I/ATLAS possui uma grande quantidade desses materiais em sua superfície, indicando que ele pode ter sofrido menos interações com o Sol em comparação com outros cometas.
Além de sua idade, o 3I/ATLAS tem outro fator que chamou a atenção dos cientistas: seu brilho. Os cálculos iniciais sugeriam que o cometa atingiria a magnitude máxima de 8, tornando-o um objeto visível apenas com binóculos ou um telescópio pequeno. No entanto, à medida que o cometa se aproxima do Sol, ele supera as expectativas e pode atingir uma magnitude entre 2 e 3. Isso significa que ele se tornará visível a olho nu para aqueles que estiverem em áreas com céu escuro e sem poluição luminosa. Se o 3I/ATLAS continuar a aumentar de brilho, ele pode até se tornar o cometa mais brilhante dos últimos 20 anos.
Os astrônomos estão monitorando de perto a evolução do 3I/ATLAS e estudando os dados coletados por telesc




